Irã se opõe à presença dos EUA na Síria
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Pars Today- Em uma visita à Síria, Kamal Kharrazi, o Presidente do Conselho Estratégico para Relações Exteriores, enfatizou a oposição do Irã à presença das tropas dos EUA na Síria, elogiando os esforços de reconciliação da Síria.
(last modified 2018-08-22T11:03:19+00:00 )
Jan. 19, 2018 11:16 UTC
  • Irã se opõe à presença dos EUA na Síria

Pars Today- Em uma visita à Síria, Kamal Kharrazi, o Presidente do Conselho Estratégico para Relações Exteriores, enfatizou a oposição do Irã à presença das tropas dos EUA na Síria, elogiando os esforços de reconciliação da Síria.

A presença militar dos Estados Unidos no território sírio "é ilegal e não contribui para a paz e a estabilidade" neste país, disse Kharrazi.

Em uma reunião com Ali Haidar, Ministro de Estado para os Assuntos de Reconciliação Nacional da Síria, Kharrazi sublinhou que a presença dos Estados Unidos no território da Síria não contribui para a paz no país e a República Islâmica do Irã considera ilegítima esta presença.

Falando aos jornalistas de Damasco, a capital síria, após uma reunião com o ministro da reconciliação nacional da Síria, Ali Haidar, o diplomata iraniano especificou que a República Islâmica, como o governo sírio, exige "a retirada completa e rápida" das tropas dos EUA implantadas no país árabe. "EUA deve permitir que a nação síria promovesse um diálogo inclusivo e depois alcance a reconciliação e supera os problemas”, afirmou Jarrazi. “Os Estados Unidos deveriam deixar os sírios desenrolar as conversações intra-sírias para estabelecer a paz”, sublinhou ele.

Kharazi elogiou os esforços feitos por Damasco para promover a paz e a reconciliação entre grupos étnicos e facções na Síria, observando que o trabalho até agora tem sido frutífero.

O ministro sírio, por sua vez, destacou o compromisso das facções sírias com o diálogo e a reconciliação nacional e expressou confiança de que a Síria finalmente vencerá nesta guerra prolongada contra o terrorismo.

“Esta vitória está se materializando com a ajuda de nossos aliados, incluindo o Irã", acrescenta.

Os EUA não estão tentando derrotar Daesh, mas criar um estado curdo.

Os Estados Unidos, em cooperação com o regime israelense, pretendiam, desde o início, criar um estado curdo que servisse de base militar "permanente" para Washington na região do sudoeste da Ásia, como alternativa à base militar turca Incirlik, destaca um relatório publicado pelo jornal árabe Rai al-Youm.  Na quarta-feira, o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, disse que seu país permanecerá militarmente na Síria "até o fim dos terroristas".

 O governo sírio respondeu hoje a Washington dizendo que vai lutar para acabar com o terrorismo e a "presença estrangeira ilegal" em seu território.

A agência de notícias local SANA citou uma fonte diplomática síria dizendo que o objetivo de Washington é proteger o grupo terrorista Daesh "criado" pelos próprios americanos.

A coalizão liderada pelos Estados Unidos para combater contra o terrorismo não recebeu permissão de Damasco ou das Nações Unidas (ONU) para operar em solo sírio. O governo da Síria denunciou sistematicamente a presença de militares dos EUA que, na opinião deles, impediram a luta contra o terrorismo, inclusive apoiando extremistas e gerando um grande número de vítimas civis.

O presidente do Conselho Estratégico para Relações Exteriores do Irã disse ainda que o Ministério da Reconciliação Nacional da Síria está tentando conciliares as tribos e grupos sírios, incluindo grupos armados na Síria, e fez bons ofícios nesse sentido.

O ministro sírio, por sua vez, afirmou que a Síria passará a crise com sucesso com a ajuda de aliados. Referindo-se às relações de longa data entre o Irã e a Síria, Ali Haidar observou que os dois países estão lutando na mesma frente e ganharão juntos.

A visita de Kharrazi à Síria veio depois de participar da segunda conferência Árabe-Irã em Beirute na quarta-feira com acadêmicos de ambos os países.