Teerã denuncia a hostilidade da Arábia Saudita contra o Irã
Pars Today- O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Bahram Qassemi, enfatizou na segunda-feira que a Arábia Saudita está perseguindo sua política de hostilidade contra a República Islâmica e ainda não consegue se comportar racionalmente em relação aos seus vizinhos da região.
"Assim como antes, a Arábia Saudita continua com a sua retórica hostil e ainda não está preparada para uma conduta racional e sábia em relação aos países vizinhos e da região (Oriente Médio) e não pode tomar uma decisão correta e adequada", afirmou Qassemi durante a sua conferência de imprensa semanal.
O porta-voz iraniano respondeu assim uma pergunta sobre as recentes declarações do ministro russo das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, que disse que Moscou estava pronta para mediar entre Teerã e Riad.
Neste contexto, Qassemi enfatizou que a Arábia Saudita está imersa em um conjunto de crises internas e externas e não é capaz de tomar as medidas correspondentes em seu favor, e muito menos beneficiar a região.
Ele então sublinhou que Teerã está disposto a manter relações baseadas no respeito mútuo, na cooperação e na integração regional. Além disso, disse que até agora, o Irã sempre deu a luz verde a qualquer esforço para acalmar as tensões visando manter a paz.
No entanto, acrescentou, o governo de Riad mostrou que não está interessado em fazê-lo. Por outro lado, nas acusações contínuas do chanceler saudita, Adel al-Yubeir, contra o Irã, em particular sobre o apoio do Irã ao Iêmen, Qassemi sustentou que, com tais afirmações, o chefe da diplomacia saudita não pode cobrir as catástrofes causadas por Riad no país mais pobre do mundo árabe.
De acordo com o porta-voz iraniano, a Arábia Saudita continua a cometer crimes no Iêmen, onde há uma grave situação humanitária. Portanto, pediu ao mundo para forçar os envolvidos nesta guerra a acabar com os bombardeios e bloqueios para acabar com a fome e doenças.
"A comunidade internacional deve ajudar, com um esforço coletivo e com o apoio das Nações Unidas (ONU), para acabar com esta crise. Essa crise é um ponto sombrio da história contemporânea”, disse ele.