Aiatolá Khamenei: O poder defensivo é necessário no diálogo
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O Líder da Revolução Islâmica do Irã, o aiatolá Seyed Ali Khamenei sublinhou que o fortalecimento das capacidades de defesa do Irã, tem a ver com ameaças de inimigos.
(last modified 2018-08-22T15:30:26+00:00 )
Mar. 30, 2016 17:41 UTC
  • Os inimigos do Irã, utilizam quaisquer meios, incluindo diálogo, o comércio, as sanções e até mesmo ameaça militar para mostrar as suas hostilidades.
    Os inimigos do Irã, utilizam quaisquer meios, incluindo diálogo, o comércio, as sanções e até mesmo ameaça militar para mostrar as suas hostilidades.

O Líder da Revolução Islâmica do Irã, o aiatolá Seyed Ali Khamenei sublinhou que o fortalecimento das capacidades de defesa do Irã, tem a ver com ameaças de inimigos.

Para o líder iraniano, se a República Islâmica procure a tecnologia e dialogo e não tenha poder defensivo, o país será forçado a recuar a qualquer ameaça.

"Aqueles que afirmam que o mundo de amanhã será um mundo de diálogo e não de mísseis, são ignorantes ou são traidores", precisou o líder, antes de perguntar por que os inimigos do Irã reforçaram de forma constante suas capacidades militares, se supostamente a era de mísseis já tem passado.

"Se a República Islâmica procura negociações mas não tiver poder defensivo, teria que recuar diante das ameaças de qualquer país fraco", acrescentou o Líder. 

Em um discurso na quarta-feira, por ocasião do Dia da Mulher, que coincide com o aniversário do nascimento de Fátima (a paz esteja com ela), a filha do profeta do Islã, o Mohammad (P.E.C. E), o aiatolá Khamenei alertou de que o inimigo continua com seus esforços para enfraquecer a eficácia do sistema político islâmico e prejudicar a sua existência.

Os inimigos do Irã, de fato, "recorrem a quaisquer meios antigos e avançados, incluindo a negociação, o comércio, as sanções e até mesmo ameaça militar" para atingir seus objetivos e mostrar as suas hostilidades, observou o aiatolá Khamenei.

Diante de todas estas ameaças, tem insistido que o Irã deve ter a capacidade de responder de forma apropriada.

"Não me oponho ao diálogo político, mas não supostamente com todo o mundo. Concordo com o diálogo político sobre questões globais. Mas hoje, é o momento de tanto de misseis como do dialogo” frisou.

Da mesma forma, o líder iraniano denunciou a relutância, ou seja, a falta de vontade do Ocidente de levantar as sanções e retomar a negociação, e assegurou que estas circunstâncias revelam a existência de problemas no caminho.

A declaração do Líder se produz enquanto os Estados Unidos e alguns de seus aliados europeus estão tentando convocar uma reunião no Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) sobre os recentes testes de mísseis pelo Irã, que segundo eles desafiam resolução do Conselho de Segurança da ONU.

Estas potências ocidentais também pediram ao Conselho de Segurança para desenvolver de uma forma legal para que os países europeus possam considerar novas sanções contra o Irã, embora diplomatas ocidentais tivessem reconhecido que a petição seria improvável de prosperar, dado que não há uma verdadeira "infração" por Teerã, e que a resolução 2231 apenas "pede" ao Irã que durante oito anos não se envolva qualquer atividade relacionada a mísseis balísticos.

Por sua parte, o Irã rejeitou todas as acusações a sua contra e assegurou que "todos os mísseis iranianos de curto, médio e longo alcance, incluindo os balísticos testados em manobras, são armas convencionais de auto-defesa, e nenhum deles tem sido projetado para transportar ogivas nucleares”, o que garante que nunca deterá o desenvolvimento deste programa, que visa garantir a sua segurança nacional.