França tem uma abordagem paradoxal sobre o JCPOA
Pars Today- O comentarista de assuntos da política externa, Hanif Ghaffari, analisa a postura e visão francesa em relação ao acordo nuclear do Irã de 2015.
Autoridades conservadores franceses coincidem com seus homólogos norte-americanos, para fazer novas demandas no acordo nuclear do Irã. Em alinhamento com exigências irracionais de Donald Trump, o presidente francês, Emanuel Macron, está agora pedindo alterações ao acordo nuclear do Irã.
À margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, Macron se encontrou com Trump em Nova York para discutir a poderio de mísseis do Irã e estabelecer novos limites ao Plano Integral de Ação Conjunta (JCPOA).
Em seus esforços conjuntos com os EUA, os franceses agora exigem restrições às capacidades de mísseis do Irã. Na última tentativa de demonizar o Irã, os franceses acusaram a República Islâmica de violar a Resolução 2231 do Conselho de Segurança das Nações Unidas e criticaram o uso de mísseis balísticos.
Durante a Cúpula Econômica Mundial em Davos, os franceses também se encontraram com líderes sionistas e norte-americanos. Em uma dessas reuniões, o primeiro-ministro israelita, Netanyahu, observou: "Em minha opinião, a única opção no momento é introduzir emendas reais, e não cosméticas, que possam impedi a atividade nuclear do Irã, o que agora é garantido pelo acordo".
O Ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian tem agenda para uma visita de Estado ao Irã em cinco de março de 2018, durante a qual irá transmitir o Plano Conjunto de Paris e Washington e discutir as atividades regionais do Irã.