“Irã está entre os cinco melhores em matéria de defesa”
A defesa do Irã encontra-se entre os cinco melhores a nível mundial e os mísseis são necessários para manter este poder, opinou o comandante da Base de Defesa Antiaérea Khatam Al-Anbia do Exército iraniano, o general de brigada Farzad Esmaili.
“O Irã, no campo de defesa e de segurança, encontra-se entre os cinco melhores países do mundo”, indicou o alto comando castrense iraniano, quem ratificou que o poder defensivo do país não se limita unicamente nas armas que possui.
Os inimigos recorrem às sanções, enquanto segue vigente uma agressão cultural em sua agenda para frear o avanço do Irã mais especificamente em sua autossuficiência defensiva, advertiu o comandante persa, para depois acrescentar que as restrições não têm podido afetar a vontade do país de marcar sucessos em diferentes campos.
“O poder da República Islâmica do Irã não se limita em armas, o principal poder do país baseia-se na cultura poderosa de seu povo (…) Para ter uma nação poderosa precisa-se tanto aos cientistas como aos mísseis, nos que brilhe a bandeira do Irã”, asseverou Esmaili.
Enquanto Teerã assegura que o desenvolvimento de sua capacidade militar se fundamenta em uma doutrina defensiva e não representa ameaça alguma pára terceiros países, em particular para seus vizinhos, a União Européia (UE) sospesa a imposição de novas sanções contra o país persa por seu programa de mísseis e a luta anti-terrorista que se realiza na Síria, segundo um comunicado visualizado na sexta-feira pela agência britânica da Reuters.
A proposta faz parte de estratégia de Europa para “salvar” o acordo nuclear subscrito em 2015 pelo Irã e o Grupo 5 1 (EUA, o Reino Unido, Rússia, China, França, e Alemanha) e demonstrar ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que há “outras vias” para fazer frente ao poder do Irã, sublinhou a fonte.
Trump, ferozmente oposto ao acordo conhecido como o Plano Integral de Ação Conjunta (JCPOA, por suas siglas em inglês), ameaçou em janeiro ao Reino Unido, França e Alemanha com se retirar do mesmo se os três países não negociam com ele para o modificar nos próximos quatro meses. Este prazo de 120 dias caduca o próximo 12 de maio.
Teerã, que não ficará de braços cruzados ante semelhante medida, tem assegurado que Washington cometeria “um doloroso erro” se decide finalmente abandonar o pacto nuclear e tem advertido de uma resposta simétrica.