Rouhani: Israel é a principal fonte de violência e extremismo
https://parstoday.ir/pt/news/iran-i3391-rouhani_israel_é_a_principal_fonte_de_violência_e_extremismo
O presidente do Irã, Hassan Rouhani, disse que o regime de Israel com as suas atrocidades contra o povo palestino é a principal fonte de violência e extremismo, e o seu patrocinador é o Ocidente.
(last modified 2018-08-22T11:00:30+00:00 )
Abr. 14, 2016 17:19 UTC
  • O presidente iraniano Hassan Rouhani, durante a XIII Cúpula da Organização da Cooperação Islâmica (OCI) na cidade turca de Istambul.
    O presidente iraniano Hassan Rouhani, durante a XIII Cúpula da Organização da Cooperação Islâmica (OCI) na cidade turca de Istambul.

O presidente do Irã, Hassan Rouhani, disse que o regime de Israel com as suas atrocidades contra o povo palestino é a principal fonte de violência e extremismo, e o seu patrocinador é o Ocidente.

" Tem que considerar o regime de Israel como a principal fonte de violência e extremismo e aceitar que a continuação do genocídio do povo indefeso da Palestina e o cerco à Faixa de Gaza, é a natureza violenta e odiosa de um regime que, infelizmente, conta com ajuda negligente de uma parte da comunidade internacional, especialmente as potências ocidentais, “disse na quinta-feira o presidente iraniano durante o seu discurso na XIII Cúpula da Organização da Cooperação islâmica (OCI) na cidade turca de Istambul”.

Ele assegurou que o slogan "Unidade e Solidariedade por Justiça e Paz” convida a pensar no destino de todos os muçulmanos do mundo, e salientou que as divisões dentro do mundo islâmico atualmente só beneficiam aqueles que procuram obter seus próprios lucros à custa dos enfrentamentos de povos.

Por isso, tem recordado que a civilização islâmica começou a se menosprezar quanto às grandes potências islâmicas em vez de estarem unidos e se envolver em lutas desnecessárias e, assim, abrir o caminho da invasão estrangeira.

Rouhani tem continuado que hoje o mundo islâmico, não é digno de resistir a uma onda de insegurança, violência e terrorismo organizado destinado a impedir o seu desenvolvimento, mas, pelo contrário, deve aspirar à estabilidade regional que lhe permite crescer, e isso não é possível enquanto há divisões dentro dela.

Até que haja uma forte cooperação entre as nações islâmicas, alguns inimigos islamofobicos aproveitem com suas ajudas financeiras e militares a alguns grupos anti-islâmicos, que com seus atos violentos estão denegrindo o nome do Islã e prejudicar a verdadeira imagem desta fé que é a religião de paz, frisou.

"O Islã nos ensina que o crime sob qualquer nome e em qualquer lugar é um crime, não importa que seja cometido na Palestina, Lahore, Beirute, Istambul ou em Nova York, Paris ou Bruxelas. Temos que conhecer as raízes e as causas do crime, para que, com perseverança, possamos resistir contra quaisquer vertentes que sejam", acrescentou Rouhani.

O presidente iraniano também tem manifestado que “é claro que a Arábia Saudita não é problema para o Irã ou o Irã como um problema para a Arábia Saudita, mas o verdadeiro problema é a ignorância, a intolerância e a violência que criam as disputas no mundo islâmico”.

Rouhani indicou que o Irã com a sua política transparente longe de qualquer situação que alberga tensão ou instabilidade na região, pretende expandir a unidade e solidariedade com os povos islâmicos.

Por isso, concluiu, “se em algum dia nós pedem ajuda para impedir os terroristas ou ameaças de invasores em algum país ou lugares sagrados islâmicos desta confissão, sem contemplação, ajudaremos os muçulmanos oprimidos”.