Majid Majidi, “Melhor personalidade do Ano” da arte da Revolução Islâmica
A cerimônia de apresentação de “Melhor Personalidade do Ano” da arte da Revolução Islâmica foi realizada na semana passada em Teerã.
Nesta cerimónia foram apresentados todos os candidatos ao premio da Pessoalidade do Ano da arte da revolução islâmica, e alguns candidatos fizeram dedicatórias em homenagem aos outros. Estavam presentes artistas nas áreas da pintura e arte plástica, literatura, animação, cinema, teatro e televisão na lista dos nomeadas para o premio de personalidade da arte da revolução islâmica e a promoção da cultura da Revolução e da defesa sagrada do Ano.
Neste evento, o Majid Mahidi, o cineasta e diretor do cinema iraniano foram premiados como “Personalidade do Ano 1394” da arte da revolução islâmica. Majidi ao receber o triunfo disse: “creio que os verdadeiros artistas foram os mártires, que com as suas sangues e vidas protegeram as fronteiras do país”.
O filme “Mohammad, o mensageiro” dirigido por Majidi foi criado baseado num roteiro conjuntamente escrito por Majidi, Cambiz Partovi e Hamid Amjad, contando acontecimentos da vida do profeta do Islã (antes da sua nascença até aos 12 anos).
Majidi contratou um grupo de celebridades e atores renomeados e alguns grupos técnicos estrangeiras, incluindo o diretor de fotografia Vittorio Storaro, o editor Roberto Perpignani, de efeitos especial designer, o Scott E. Anderson, designer de maquiagem Giannetto de Rossi e compositor indiano AR Rahman.
Majidi é sem duvida o mais aclamado entre os diretores do cinema iranianos pela critica internacional. Em 1998, Majidi foi o único diretor a serem indicados para o prêmio da Academia de Oscar para melhor filme em língua estrangeira, com o filme “os filhos do Paraiso”, de 1998.
Majidi nasceu numa família de classe média iraniana, na cidade de Talesh. Depois de terminar o colegial, estudou no Instituto de Artes Dramáticas em Teerã. Majidi começou as suas atividades artísticas antes da Revolução Islâmica no teatro e após a Revolução em 1979, seu interesse por cinema o levou também a atuar em vários filmes.
Majidi, em seguida, entrou no campo de cinema e fez vários documentários e oito filmes, todos eles exaltavam a admiração do publico e os críticos de cinema dentro e fora do país.
Podem-se mencionar alguns dos seus exitosos trabalhos que foram prestigiados e homenageados em nível mundial. Em 2001 foi candidato ao Prêmio Golden “Satellite Awards” pelo filme “Baran” (a Chuva); O filme "os Filhos do Paraiso" foi premiado em 1998, como um dos cinco filmes em língua estrangeira no Oscar e também foi premiado como o melhor filme ganhando o troféu de "igreja universal"; também no festival do Montreal receberam prêmios por seus dois trabalhos.
Majidi também foi homenageado no XIV festival de filmes de Londres por seu filme “o Pai". Em 2008 ele ganhou o prêmio de “Urso dourado” do festival do cinema do Berlin pelo "as Canções de Pardais".
"A Cor do Paraiso" foi à resposta apropriada e correta a expetativa dos admiradores do filme "os filhos do Paraiso". A protagonista neste filme, igual aos trabalhos anteriores do Majidi, foi uma criança, neste caso um surdo que tinha habilidades paranormais.
Um crítico de cinema acredita que as obras de Majid Majidi, têm marca de identidade da Revolução Islâmica, e por isso ele merece ser escolhido como a “Personalidade do Ano” da arte da Revolução Islâmica. Ele desde o inicio da sua carreira, tanto na sua atuação como na função de diretor sempre foi fiel a sua linha de pensamento. Em quase todos os seus trabalhos são nítidos verificar as sua convicções e crenças religiosas. De fato, Majidi, através do cinema e com a linguagem da arte está defendendo a sua religiosidade e enfrenta os danos e malefícios.
O seu olhar é nacionalista e se baseia em alicerces da identidade da revolução islâmica. Esta abordagem é manifestada em contexto cotidiano, numa aproximação aos outras culturas. Enquanto isso, Majidi devido ao seu bom conhecimento artístico e da fruição de uma técnica superior, cria obras atraentes, mesmo para um interlocutor estrangeira.