Rouhani: nós vamos agir contra qualquer atraso na implementação de JCPOA
O presidente iraniano Hassan Rouhani disse que Teerã vai reagir a qualquer atraso ou falha na implementação do Plano Integrado de Ação Conjunta (JCPOA, por sua sigla em Inglês).
"Se nós detectamos qualquer atraso ou falha na realização do seu compromisso, daremos uma resposta retumbante,” disse Rouhani em uma reunião na quarta-feira com seu gabinete na capital de Teerã.
No mesmo contexto, o chefe do governo iraniano ressaltou que Teerã monitora cuidadosamente o processo de implementação do acordo nuclear, então, argumentou, todos devem aproveitar o ambiente criado na era pós-JCPOA, especialmente a pratica da Economia de Resistência.
Rouhani disse que o acordo nuclear do Irã selado em julho de 2015 entre Teerã e o Grupo 5 + 1 abriu um passo para uma melhor aplicação da economia de resistência em diferentes campos, o investimento estrangeiro, ou seja, exportações de petróleo e não petrolíferas, além incentivar a diplomacia económica.
Ele recordou o Líder da Revolução Islâmica do Irã, o aiatolá Seyed Ali Khamenei que tem batizado este ano, como a "Economia de resistência, ação e implementação.”.
Rouhani também aproveitou a ocasião e parabenizou o aniversário do nascimento do primeiro Imam dos muçulmanos xiitas, o Imam Ali e o “Dia dos pais” e disse que todos devem seguir os passos do primeiro homem a se converter ao Islã em uma tentativa de levar uma vida próspera.
De Nova York (EUA), o ministro do Exterior do Irã, Mohammad Javad Zarif, disse que Washington deve abrir o caminho para a plena implementação da JCPOA.
Em declarações à imprensa após uma reunião na terça-feira com o seu homólogo norte-americano, John Kerry, Zarif disse que durante a reunião ambos os lados discutiram formas de implementar o JCPOA, além disso, definir outra reunião para a próxima sexta-feira para aprofundar mais no caso.
Zarif estava convencido de que todas as partes, incluindo o Irã, irão beneficiar da aplicação deste acordo. No domingo, o ministro do Exterior iraniano pediu aos EUA para assumir os seus compromissos, tal como acordado e não obstruir as operações bancárias entre o Irã e Europa.
Para Zarif, a nação iraniana tem o direito de "verificar o resultado do acordo nuclear", e que não será possível se houver garantias da plena implementação do acordo.
Apesar da cessação de sanções anti-iranianas, os bancos europeus estão hesitantes para operar no Irã por medo de retaliação por parte dos Estados Unidos, que continuam a limitar as transações em dólares com o Irã.