Riad coloca obstaculos na celebração do Hajj dos peregrinos iranianos
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Arábia Saudita deve pagar um preço alto por seu comportamento discriminatório contra peregrinos iranianos, de privá-los de seu legítimo direito de realizar os rituais do Hajj por razões políticas.
(last modified 2018-10-17T16:19:42+00:00 )
Jun. 02, 2016 22:29 UTC
  • Riad coloca obstaculos na celebração do Hajj dos  peregrinos iranianos

Arábia Saudita deve pagar um preço alto por seu comportamento discriminatório contra peregrinos iranianos, de privá-los de seu legítimo direito de realizar os rituais do Hajj por razões políticas.

O diretor da Organização iraniana de Peregrinação e Hajj, Saeed Ohadi afirmou na quinta-feira aos jornalistas que o Irã não tem assinado o acordo unilateral imposto por monarquia saudita por motivo de preservar a dignidade da nação iraniana.

Descartando as declarações do chanceler do regime de Al Saud, Adel al-Jubeir, sobre a decisão de seu país de não aceitar as condições do Irã que segundo ele causariam transtorno nos rituais do Hajj, Ohadi ironizou as autoridades sauditas por vincular a questão do Hajj aos assuntos políticos, e se perguntou se o chanceler saudita fosse o porta-voz do Ministério da Peregrinação deste país.

Não se deve confundir a cerimônia do Hajj com a política, enfatiza o chefe da organização iraniana do Hajj, “esse tem sido a nossa posição desde o início”. Agregou que, em todas as negociações que se mantiveram com os sauditas sempre foi evitado esta abordagem, um tema que os sauditas não o respeitaram e as ingerências do Ministério do Interior e do Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita obstruíram o caminho de peregrinos iranianos.

"Arábia Saudita em uma decisão irracional e contrariando aos ensinamentos religiosos privou os iranianos de rituais deste ano. Este ritual religioso foi escrito há muito tempo. Desde o início sabíamos que eles pretendiam iniciar um jogo político, mas devíamos manter a paciência para mostrar a intenção da parte saudita que queria impedir a peregrinação iraniana" define o titular iraniano.

Em alusão a algumas novas condições que haviam sido incluídas no anterior acordo vigente há 20 anos, como por exemplo, a proibição do uso da bandeira da República Islâmica em veículos ou locais onde residem iranianos, evitar a presença de equipe médica iraniana em hotéis e na cidade de Mina e proibições que impuseram aos serviços consulares, Ohadi elevou a sua voz para enfatizar que o Irã para defender os seus direitos, a dignidade e a segurança de seus peregrinos não assinou este acordo unilateral.

A monarquia saudita recusou-se a garantir a segurança e a proteção dos peregrinos iranianos, uma reivindicação em que insiste o Irã para impedir a repetição dos incidentes da pisoteamento mortal em setembro de 2015, em Mina, uma localidade perto de Meca (Arábia Saudita), durante o Hajj, que causou a morte de milhares de peregrinos, incluindo mais de 460 iranianos.

Neste sentido, Ohadi criticou a "literatura arrogante" que utilizaram os sauditas e que os sauditas sublinharam que "não mudariam nem um milímetro do acordo reescrito já que a palavra de segurança tem um conteúdo político na Arábia Saudita”.