O Irã nega o pedido de visto dos congressistas norte-americanos
O chanceler iraniano, Mohammad Javad Zarif diz que Teerã não concede visto aos congressistas norte-americanos que desejam viajar ao Irã para inspecionar centros de atividades nucleares.
Em abril, três legisladores republicanos de EUA, Frank LoBiondo, Mike Pompeo e Lee Zeldin- criticaram o acordo nuclear alcançado em Julho de 2015 entre o Irã e o Grupo 5 + 1 (Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China, mais a Alemanha), o Irã pediu permissão para acompanhar pessoalmente a implementação do pacto no Irã.
Em uma carta dirigida a estes congressistas, publicado terça-feira pelo gabinete do ministro do Exterior iraniano, Zarif tem reagido a tal solicitação, feito de uma maneira "totalmente inadequada para vir ao Irã e interferir em assuntos fora das suas funções oficiais".
"Ao contrário do que eles imaginam os membros do Congresso dos EUA não podem ditar políticas para outros países, e no que respeita à política de concessão de visto do Irã, se recordam que, eles são membros do Congresso dos EUA, e não autoridades internacionais,” diz a nota.
Zarif explicou que o pacto nuclear, conhecido como o Plano Integrado de Ação Conjunta, afirma claramente que o "único órgão competente para fiscalizar a aplicação" de PIAC é a Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA).
Atualmente, "as visitas ou o envio de delegações para monitorar as eleições (em um país) requerem do convite formal do país em questão ou de acordos bilaterais entre os governos soberanos ou numa base de reciprocidade e não de demandas unilaterais por parte de certos indivíduos”, explica.
Por ultimo, o chefe da diplomacia iraniana salientou que a demanda dos congressistas norte-americanos como bem parece é um “truque propagandista" e não uma "solicitação correta" para visitar um país soberano, portanto, Irã a rejeita.
Na segunda-feira, o diretor-geral da AIEA, Yukiya Amano, confirmou que o Irã cumpriu "plenamente" com a sua parte na implementação do acordo nuclear no quadro da resolução 2231 do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU).