Irã processa os EUA em Haia por confisca dos seus fundos
O Irã abriu um processo contra EUA junto o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) por confisco de dois bilhões de dólares de seus fundos congelados no território norte-americano.
"Não podemos permanecer em silêncio ante (o confisco de ativos por os Estados Unidos). Apresentamos uma ação junta a CIJ contra Washington e perseguir esta questão para chegar a um resultado”, anunciou nesta quarta-feira o presidente iraniano Hassan Rouhani num encontro com um grupo de famílias de mártires da guerra imposta pelo Iraque contra o Irã (1980- 1988).
Em 20 de abril, a Suprema Corte dos EUA sentenciou que ao menos dois bilhões de dólares de fundos iranianos congelados naquele país norte-americanos devem ser usado para compensar os americanos "vítimas do terrorismo." .
A decisão visa compensar as famílias dos 241 militares americanos que perderam suas vidas na capital libanesa, Beirute em um atentado registrado em 1983, do que Washington acusa o Irã e os combatentes do Movimento da Resistência Islâmica no Líbano (Hezbollah).
Nada mais conhecido à decisão judicial norte-americana, Teerã rejeitou a acusação e considera que os EUA "têm roubado” ativos do Irã. .
Em seu discurso, o líder iraniano rejeitou como "ilegítimo" o parecer do tribunal norte-americano e ressaltou que o caso da morte de americanos no Líbano nada tem a ver com o Irã.
"Não está claro o quê estavam fazendo os norte-americanos no Líbano e como se relaciona o caso ao Irã", criticou o Rouhani, em seguida, garantiu que Teerã irá tomar medidas legais para recuperar todos os seus fundos.