Líder do Irã adverte: de uma possível guerra civil em Bahrein
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O Líder da Revolução Islâmica do Irã, o aiatolá Seyed Ali Khamenei, vem advertindo que as disputas políticas em Bahrein poderiam ser convertidas em uma “guerra civil”.
(last modified 2018-08-22T11:00:52+00:00 )
Jul. 06, 2016 10:36 UTC
  • Líder do Irã adverte: de uma possível guerra civil em Bahrein

O Líder da Revolução Islâmica do Irã, o aiatolá Seyed Ali Khamenei, vem advertindo que as disputas políticas em Bahrein poderiam ser convertidas em uma “guerra civil”.

“O Irã não se intrometeu nos assuntos (internos) de Bahrein e nunca o fará, mas aconselhamos (as autoridades de Bahrein ) que mostrem prudência e conhecimento político ao evitar que a disputa política se converta em uma guerra civil”, declarou nesta quarta-feira o aiatolá Khamenei.

O Líder iraniano vem formulando estes pronunciamientos em um encontro realizado com um grupo de embaixadores de países muçulmanos e altos servidores públicos iranianos em Teerã, a capital persa, com motivo do Eid al-Fitr, festividade muçulmana que marca o fim do sagrado mês do Ramadã.

O aiatolá Khamenei tem instado aos líderes do regime de Manama a não provocar que a nação se levante a lutar contra eles. A seu julgamento, os acontecimentos em Bahrein fazem parte de uma constituição pelo os EUA para estender as luzes do conflito no país do Golfo Pérsico.

Com estas palavras, o Líder ratifica seu repudio e rejeição a retirada da cidadania ao prominente clérigo chiita , o xeque Isa Ahmad Qasem, baixo acusações de que a figura religiosa animava os jovens a violar a Constituição de Bahrein.

Por outro lado, tem recordado a presença do embaixador estadounidense nos distúrbios protagonizados pelos chamados opositores sírios em 2011.

Washington “fez converter uma disputa política em um fratricidio, e depois com seu apoio financeiro e armamentístico, trouxe a Síria e Iraque a muitas pessoas de outras regiões e gerarem a insegurança e o sofrimentos que hoje vive a região”, tem denunciado.

O Líder iraniano tem assinalado que a principal fonte dos conflitos e as destabilizacões no Oriente Médio e o mundo muçulmano, são as “potências arrogantes”, dirigidas pelos EUA, que procuram proporcionar um “espaço de respiro” ao regime do Israel.

Tem chamado assim mesmo de “falsa” a chamada coalizão anti-EIIL (Daesh, em árabe) orquestrada pelo os EUA, ao enfatizar que os EUA, “contrariamente a suas alegações”, estão “alimentando e promovendo” o terrorismo.

Também voltou a reiterar que todos os conflitos que fazem arder a região são uma tentativa do EUA para fazer esquecer a causa palestina. “Querem desconhecer a geografia de uma nação”, tem lamentado. O Líder em seu discurso com motivo do Eid a o-Fitr anunciado horas antes já havia sublinhando que os EUA procuram fazer com que os países da região se ocupem das guerras, e assim beneficiar ao regime de Tel Aviv.

“Sem lugar a dúvidas, o regime sionista (de Israel) receberá um dia fortes bofetadas pelas pressões e o assédio que tem imposto sobre a nação oprimida da Palestina”, tem advertido.

Na questão a guerra saudita contra o Iêmen, iniciada no final de março de 2015, o aiatolá Khamenei tem exortado ao regime de Riad a pôr fim a seus bombardeios que o único que têm gerado tem sido a destruição em massa das infraestruturas, casas, mesquitas e hospitais no Iêmen.

“O invasor tem que cessar sua invasão e também ao mundo muçulmano deveria castigar a este invasor que está atacando a uma nação inteira, pretextando falsas razões”, tem sublinhado.

Diante as declarações do aiatolá Khamenei, o presidente iraniano, Hasan Rouhani, ofereceu um discurso, e além de felicitar o Eid al-Fitr, fez questão da "formação de uma verdadeira coalizão" contra o terrorismo.