Diplomacia iraniana: Ban não deve apresentar relatório contrário a JCPOA
Fontes diplomáticas em Teerã, disseram que o secretário-geral das Nações Unidas não deve incluir no seu relatório a questões do Conselho de Segurança da ONU que contradizem o conteúdo de JCPOA.
Um diplomata sob condição de anonimato do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irã se referiu esta sexta-feira às declarações do Secretário das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, sobre os testes de mísseis do Irã e expressa sua esperança de que a notícia seja refutada. Em um relatório confidencial obtido pela Reuters na quinta-feira, Ban disse que os recentes lançamentos de mísseis balísticos do Irã, em sua opinião, "não são compatíveis com o espírito construtivo" do Plano Integrado de Ação Conjunta (JCPOA, por sua em Inglês). Notando a ausência de Ban e os seus colegas nas conversações entre Teerã e o Grupo 5 + 1, o funcionário iraniano observou que a evocação de alegadas contradições com a natureza do JCPOA destaca pressões políticas dos membros permanentes do Conselho de Segurança Nações Unidas (Conselho de Segurança das Nações Unidas).
O diplomata pediu a Ban em suas declarações que prepare um relatório justo e realista sobre a negligência dos EUA no cumprimento dos compromissos assumidos por Washington sob JCPOA.
O relatório de Ban é difunde após o Corpo dos Guardas da Revolução Islâmica do Irã (IRGC) disparara com sucesso, em Março último, dois mísseis balísticos de longo alcance em uma manobra militar.
O presidente iraniano Hassan Rouhani, em seguida, enfatizou que a República Islâmica nunca procurou lançar uma agressão contra outras nações, e que os mísseis seriam utilizados para os fins "defensivos" e da "dissuasão".
Teerã tem reiterado repetidas vezes que nunca procurou ou vai procurar para desenvolver armas nucleares, e sempre respeitou o quadro definido, tanto no Tratado de Não-Proliferação (TNP) e no JCPOA.