A campanha eleitoral para as duas Eleições importantes no Irã
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Candidatos iranianos oficialmente começam hoje (18) as suas campanhas, de uma semana antes de realizar as duas eleições legislativas importantes.
(last modified 2018-08-22T11:00:15+00:00 )
Fev. 18, 2016 10:31 UTC
  • Eleições no Irã
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Candidatos iranianos oficialmente começam hoje (18) as suas campanhas, de uma semana antes de realizar as duas eleições legislativas importantes.

Mais de 6.300 candidatos, incluindo 586 mulheres, estão fazendo campanha para ocupar 290 lugares no parlamento iraniano.

No início desta semana, Ministério do Interior do Irã finalizou a lista completa dos candidatos aprovados para a eleição legislativa, depois de sair o parceiro do Conselho de Guardiães que aprovou as suas qualificações, que vai realizar em 26 de Fevereiro.

De acordo com Siamak Rahpeyk, o porta-voz de Comissão de supervisão eleitoral, cerca de 55 por cento dos inscritos foram qualificados, estabelecendo um recorde na história das eleições legislativas.

Pelo menos 21 pessoas irão competir por cada assento no parlamento, disse o funcionário do ministério de interior iraniano.

Na capital Teerã, mais de 1000 candidatos estão competindo por apenas 30 assentos.

Membros do Parlamento são eleitos a cada quatro anos, e os antigos e atuais deputados podem ser reeleitos.

No mesmo dia, o Irã também vai realizar a eleição para a próxima Assembleia dos Peritos (um órgão do Estado, cujo principal poder é nomear o Líder Supremo do país, supervisionar o seu comportamento e destitui-lo caso seja necessário).

Os membros da Assembleia são eleitos diretamente para um mandato de oito anos. O órgão realiza reuniões duas vezes por ano para analisar as grandes questões nacionais e a cada dois anos para nomear um novo presidente.

Na quarta-feira, o líder da Revolução Islâmica, aiatolá Seyyed Ali Khamenei alerta para "conspirações dos inimigos para influenciar" as próximas eleições.

O líder disse que os EUA planeja desafiar as decisões do Conselho Guardião e retratar as eleições como ilegal.

"Desde o primeiro dia da revolução (Islâmica), os americanos se opuseram aos certos órgãos básicos, incluindo o Conselho de Guardiães, mas eles não podiam acabar com ele. Agora querem pôr em causa as suas decisões”, disse o líder.