O Irã rejeita a presença de forças estrangeiras no Mar Cáspio
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irã reiterou a rejeição dos países do mar Cáspio por presença de militares dos países estrangeiros nas suas águas.
"A segurança, paz e estabilidade duradoura no Mar Cáspio são muito importantes para as nações e os governos dos países que fazem fronteira com este mar”, observou na quarta-feira o chanceler iraniano, Mohammad Javad Zarif.
Em um discurso na reunião de chanceleres dos países do Mar Cáspio realizado na capital do Cazaquistão, Astana, Zarif convidou todas as partes a evitar correntes armamentistas na região e não permitir a presença de militar dos países estrangeiros.
Além disso, o ministro iraniano tem defendido meios pacíficos para solução dos problemas que possam surgir entre os países ribeirinhos, e apelou à unidade contra os perigos comuns. Neste sentido, Zarif propôs a formação de um órgão regional permanente para monitorar as atividades nas águas do Cáspio.
Na quarta-feira, os ministros das Relações Exteriores do Irã, Cazaquistão, Azerbaijão, Rússia e Turquemenistão se reuniram em Astana para discutir questões relacionadas com o Mar Cáspio, e de como fazer garantir a sua segurança, entre outros temas.
A este respeito, o chanceler russo, Sergei Lavrov relatou o desenvolvimento de uma convenção sobre o regime jurídico do Mar Cáspio, cuja versão final será anunciada no primeiro semestre de 2017.
Em várias ocasiões, a República Islâmica do Irã anunciou a sua disponibilidade para garantir a segurança do Mar Cáspio e evitar a presença de países terceiros na área, que devem ser mantidas como uma zona de paz e amizade.
"A Força Naval do Exército da República Islâmica do Irã é capaz de impedir que o Mar Cáspio se tornasse o palco da insegurança pela presença dos países terceiros nesse mar,” disse o comandante da Força Naval do Exército iraniano, o Almirante Habibolá Sayari.