Irã critica: Conselho de Segurança tem uma abordagem parcial e seletiva
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O Irã insiste que o Conselho de Segurança da ONU adota com fins políticos, uma abordagem seletiva e não-transparente sobre os assuntos dos seus membros.
(last modified 2018-08-22T11:00:55+00:00 )
Jul. 19, 2016 20:36 UTC
  • Golamali Khosru, o representante permanente do Irã junto à Organização das Nações Unidas (ONU).
    Golamali Khosru, o representante permanente do Irã junto à Organização das Nações Unidas (ONU).

O Irã insiste que o Conselho de Segurança da ONU adota com fins políticos, uma abordagem seletiva e não-transparente sobre os assuntos dos seus membros.

"A transparência, imparcialidade e continuidade de posições devem ser tarefas prioritárias do Conselho de Segurança, mas infelizmente até agora vimos que este princípio foi violado em muitos casos", criticou na terça-feira o representante permanente do Irã junto à Organização das Nações Unidas (ONU), Qolamali Khoshru. 

Em nome de representação de Non-Alinhados (NAM) em uma reunião do Conselho de Segurança sob o título "Métodos de trabalho do Conselho de Segurança ,” Khoshru afirmou que desta entidade atua, geralmente de forma seletiva, e não transparentes na avaliação de questões e, objetivo político prioriza assuntos de pouca importância as mais relevantes.  Neste sentido, explicou que o Conselho de Segurança da ONU viola as suas obrigações decorrentes em Carta das Nações Unidas e interfere em assuntos que não são considerados uma ameaça à paz e segurança internacionais.     

Referindo-se às recomendações do MNA para melhorar os métodos de trabalho deste Conselho, o diplomata iraniano acrescentou que este movimento tem expressado a sua rejeição retumbante da instrumentalização do Conselho de Segurança no seguimento de objetivos políticos. 

Atualmente, o organismo mais poderoso da ONU conta com 15 membros, dos quais cinco são permanentes- os Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China.

Os outros 10 membros rotativos são eleitos por dois anos pela Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU). 

O Conselho de Segurança da ONU reconheceu o  poder de emitir resoluções juridicamente vinculativas para impor sanções, ou mesmo autorizar operações militares para fazer cumprir os seus ditados, muitas vezes determinadas pelos interesses particulares de seus membros permanentes, que gozam do poder de veto.