Irã executa cientista nuclear acusado de espionar para os EUA
As autoridades iranianas confirmaram neste domingo (7) a execução do cientista nuclear Shahram Amiri por divulgar segredos aos Estados Unidos.
Em uma entrevista à imprensa em Teerã, o porta-voz do Poder Judiciário, Gholam-Hossein Mohseni-Eje'i, confirmou a morte do cientista, que aconteceu depois que um tribunal examinou o caso e o condenou à pena de morte.
Em uma entrevista à imprensa em Teerã, o porta-voz do Poder Judiciário, Gholam-Hossein Mohseni-Eje'i, confirmou a morte do cientista, que aconteceu depois que um tribunal examinou o caso e o condenou à pena de morte.
"Shahram Amiri tinha acesso a segredos do regime e tinha se conectado com nosso inimigo número 1, o Grande Satã (EUA). Com sua conexão com os Estados Unidos tinha proporcionado acesso ao inimigo de informação vital do país", afirmou Eje'i.
O funcionário acrescentou que Amiri tinha sido levado para a Arábia Saudita, enquanto o serviço de inteligência dos Estados Unidos pensavam que o Irã não está ciente de seu status.
O porta-voz rejeitou as acusações por alguns parentes de Amiri que alegaram que ele havia sido condenado a 10 anos de prisão pelo tribunal de primeira instância, dizendo que o primeiro tribunal também condenou à pena capital.
De acordo com o oficial de justiça, a sentença foi executada depois que foi confirmado pela Suprema Corte do país.
Mohseni-Ejei disse Amiri teve acesso a um advogado durante o julgamento.
Amiri, que era um professor universitário, desapareceu na Arábia Saudita em junho de 2009 e ressurgiu um ano mais tarde em os EUA. Ele voltou para casa em julho de 2010 depois de passar 14 meses nos Estados Unidos.