Francisco "implora" ao cessar-fogo "imediato" na Síria
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O papa Francisco apelou hoje a "um cessar-fogo imediato" na Síria que dure "pelo menos o tempo necessário" para retirar os civis vítimas dos bombardeamentos.
(last modified 2018-08-22T11:01:17+00:00 )
Out. 12, 2016 12:02 UTC
  • Francisco

O papa Francisco apelou hoje a "um cessar-fogo imediato" na Síria que dure "pelo menos o tempo necessário" para retirar os civis vítimas dos bombardeamentos.

"É com um sentimento de urgência que renovo o meu apelo, implorando com todas as minhas forças aos responsáveis para que seja assegurado um cessar-fogo imediato, que seja imposto e respeitado, pelo menos o tempo necessário para permitir a retirada dos civis, antes de mais as crianças", declarou o papa na sua audiência semanal na Praça de São Pedro.

Perante milhares de fiéis, Francisco sublinhou a sua "proximidade com todas as vítimas do conflito desumano na Síria".

Em termos diplomáticos, a comunidade internacional continua incapaz de se entender acerca de uma iniciativa que permita parar os combates em Alepo, onde 250.000 pessoas estão sitiadas há vários meses na zona leste controlada pelos grupos terroristas.

A 28 de setembro, o papa afirmou que os responsáveis pelos bombardeamentos deveriam "prestar contas perante Deus".

Alepo tornou-se um dos símbolos da guerra que devasta a Síria desde 2011 e que já matou mais de 300.000 pessoas, tendo obrigado mais de metade da população a abandonar as suas casas.

O novo apelo do Papa Francisco ocorre enquanto em a um lado, grupos armados lançaram foguetes contra civis em Damasco (capital da Síria) e matar estudantes sírios na cidade de Daraa (sudeste) a Síria e em segundo lugar, o Conselho de Segurança das Nações Unidas Conselho (CSNU) é ainda incapaz de aprovar uma resolução sobre esse país árabe.

Washington e Moscou  assinaram em 9 de setembro, um pacote de acordos pelo qual eles concordaram em fazer esforços conjuntos para estabilizar a situação na Síria e incluiu um cessar-fogo  que durou apenas uma semana . EU também aceitou distinção entre grupos armados "da oposição" e terroristas Daesh e da Frente Fath al-Sham, a promessa de que, como denunciado por Moscou, não conseguiu até à data.

 

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