Damasco: Os terroristas recebem armas dos EUA em Aleppo
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O governo sírio denuncia que os terroristas radicais no leste de Aleppo continuam recebendo armas de fabricação norte-americanas
(last modified 2018-08-22T11:01:22+00:00 )
Out. 27, 2016 11:35 UTC
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O governo sírio denuncia que os terroristas radicais no leste de Aleppo continuam recebendo armas de fabricação norte-americanas

Assim o afirmou na quarta-feira o representante permanente de Damasco na Organização das Nações Unidas (ONU), Bashar al-Jaafari, em sessão realizada no Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) sobre a situação na cidade nortenha da Síria Aleppo.

Depois de se referir à ofensiva lançada por tropas sírias contra os terroristas no Aleppo oriental, o diplomata sírio descreveu como "hipócrita" aos governos dos países ocidentais que criticam a operação de Aleppo, apoiando uma campanha militar na cidade nortenha iraquiana Mosul.

“Esta guerra terrorista imposta é apoiada pelos países ocidentais , assim como Turquia, Qatar e Arábia Saudita”, denunciou o representante sírio na ONU, Bashar al-Jaafari.

Por que apoiam as operações militares em Mosul, mas ao mesmo tempo tentam impedir a ofensiva em Aleppo? Por que se criaram corredores humano para a saída dos terroristas de Daesh com destino a Al-Raqa da Síria, mas rejeitam a criação do mesmo para a evacuação dos terroristas da leste de Aleppo, acrescentou.

Al-Jaafari mostrou que ambas as ofensivas têm os mesmo objetivos, que é" combater os grupos armados como o Daesh”.

Também rejeitou as acusações sobre um suposto bombardeio de civis por Exército sírio. "o governo sírio não bombardeia os civis. São o nosso próprio povo. Nós não matam civis nem bombardeamos os comboios humanitários. tudo isso fizeram os terroristas", disse ele.

Referindo-se a ameaças de Washington de pôr em marcha um plano B militar, Al-Jaafari deu a entender que EUA "nunca tiveram um plano A para agora mudar para outro plano B, Washington tinha um plano B, nunca elaborou o plano A".

“Os EUA e seus aliados simplificam o problema em vez de realmente tentar resolvê-lo. Não há necessidade de simplificar as coisas, o conflito na Síria tem uma dimensão bastante geopolítica. E isso é que Moscovo entendeu desde o início, isto é o que Pequim entendeu desde o início, isto é o que Teerã entendeu desde o princípio”, questionou ele.

Em sua opinião, o conflito que aflige o país árabe desde 2011, é uma "guerra terrorista imposta aos sírios", uma guerra que tem por trás o apoio dos "países ocidentais e da Turquia, Qatar e Arábia Saudita”.