Irã exige retirado de tropas israelenses do lado sírio de Golán
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Um sênior político iraniano pediu à comunidade internacional que pressione o regime de Israel para que se retire por completo do lado sírio dos altos de Golán.
(last modified 2018-08-22T11:01:24+00:00 )
Nov. 02, 2016 15:27 UTC
  • Irã exige retirado de tropas israelenses do lado sírio de Golán

Um sênior político iraniano pediu à comunidade internacional que pressione o regime de Israel para que se retire por completo do lado sírio dos altos de Golán.

O representante do Irã junto a Organização das Nações Unidas (ONU), Qolam Hussein Dehqani, ao indicar que o Golán sírio faz parte “inseparável” da República Árabe de Síria, considerou na terça-feira “ilegal” todas as atividades do regime de Tel Aviv no solo sírio.

“Todas as medidas ilegais do regime ocupador, inclusive as políticas discriminatórias contra o povo sírio, instalação de bases militares nas zonas civis, e o aumento da construção de assentamentos e impondo o novo regime educativo contra os residentes nas zonas ocupadas na Síria violam os regulamentos internacionais, a Carta Magna das Nações Unidas, as resoluções das Nações Unidas e a Convenção de Genebra”, indicou Dehqani.

Durante uma reunião no âmbito do comitê especial da politica e descolonização da Assembleia-Geral das Nações Unidas (AGNU), mantida na mesma jornada, o diplomata iraniano pediu a expulsão do regime israelense do território sírio, onde explora recursos energéticos nos altos de Golán.

Em outro momento de suas declarações, Dehqani exigiu a ação da comunidade internacional diante a intensificação dos atos violentos dos israelenses contra os palestinos e a deterioração da situação de Direitos humanos nos territórios ocupados palestinos, mais especificamente, agressões na Faixa de Gaza.

Ao considerar a “ocupação repugnante” de Israel como um fator que “ameaça a paz e segurança internacional”, o diplomata iraniano sublinhou a importância de frear “imediatamente” a construção ilegal de assentamentos israelenses, a destruição das moradias palestinas e a ‘detenção administrativa’ dos palestinos, ou seja, sem acusação ou julgamento.

Mais de meio milhão de israelenses vivem em mais de 120 assentamentos ilegais construídos desde a ocupação dos territórios palestinos de Cisjordânia e Al-Quds (Jerusalém) na Guerra dos 6 dias em 1967. As moradias de colonos israelenses são consideradas "ilegais" por ONU, a União Européia (UE) e um grande número de países.