Palestina: Israel rejeita a paz desafiando comunidade mundial
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A Autoridade Nacional Palestina (ANP) reitera o seu apoio à iniciativa de paz da França e critica a rejeição de Israel a este proposta.
(last modified 2018-08-22T15:31:25+00:00 )
Nov. 08, 2016 09:44 UTC
  • Palestina: Israel rejeita a paz desafiando comunidade mundial

A Autoridade Nacional Palestina (ANP) reitera o seu apoio à iniciativa de paz da França e critica a rejeição de Israel a este proposta.

"A contínua recusa de Israel a qualquer esforce internacional para solucionar o conflito e a solução de dois Estados (...) é uma mensagem de desafio para a comunidade internacional", Disse segunda-feira o porta-voz da presidência palestina Nabil Abu Rudeina.

Citado pela agência de notícias palestina Wafa, o titular palestino afirmou que a Palestina continua a ter uma posição "clara" sobre o assunto e a comunidade internacional, por sua vez, deve ter "uma firme posição para acabar com a política de ocupação" israelense.

“A principal razão da instabilidade na Região”, recordou o porta-voz palestino, antes de concluir que a Palestina apoia a iniciativa francesa de conferência de paz no Médio Oriente, independentemente da aprovação ou rejeição do regime israelense.

As declarações de Abu Rudeina aconteceu horas depois de o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu rejeitou formalmente o plano e o convite francês para assistir essa conferência, prevista para o final deste ano em Paris, capital francesa.

Em encontros realizados em Tel Aviv com o enviado francês, Pierre Vimont, o assessor de Segurança Nacional de Netanyahu, Jacob Nagel, e outro membro de alto escalão de sua equipe, Yitzhak Molho, eles expressaram a rejeição israelense à iniciativa francesa. O gabinete de Netanyahu "espera que a França deixe de promover uma conferência ou um processo contrário a posição de Israel", Disse Vimont, apesar de que por parte da França não tinha sido nenhum gesto de cancelamento.

Em janeiro, o então ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, anunciou a decisão da França de organizar uma conferência internacional para reunir as partes e seus principais parceiros norte-americanos, europeus e árabes a fim de preservar e materializar a ideia de dois estado e reconhecer o Estado da Palestina, medida que foi rejeitada por Israel.

Com a mediação de Washington, após três anos de interrupção, a ANP e o regime israelense retomaram os chamados diálogos da paz em Julho de 2013, mas voltou novamente suspenso pela colonização persistente dos territórios palestinos por parte do regime de Tel Aviv.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, formalmente suspendeu em 24 de abril de 2014, a negar-se a abandonar as políticas expansionistas do regime israelense nos territórios palestinos ocupados.