De Mistura adverte violações sem trégua em Síria no futuro
O enviado especial de Nações Unidas para a Síria, Staffan de Mistura, não descarta violações de alto o fogo vigente na Síria em um futuro próximo.
“Sempre existirão infratores do armisticio e terá muitos casos de violação no futuro porque temos o Daesh (acrônimo árabe do EIIL) e o frente al-Nusrah, que estão excluídos da trégua”, declarou na sexta-feira o servidor público da Organização das Nações Unidas (ONU) ao canal de televisão France 24.
Não obstante, expressou que o envolvimento da Rússia e os EUA influêncera de maneira positiva na manutenção do armisticio. “Estes dois garantem , a Rússia e os EUA, tentarão conter os incidentes para que não adquiram o caráter de uma epidemia”, sublinhou.
Desde o passado 27 de fevereiro, na Síria está vigente um alto o fogo proposto por a Rússia e os EUA, do que estão excluindo todos os grupos nomeado como terroristas pelas Nações Unidas. O Governo de Damasco já anunciou sua permanência de trégua, ao mesmo tempo em que deixou bem claro que seguirá sua luta contra Daesh e a frente al-Nusrah, filial local de al-Qaeda.
Assim mesmo, em outra parte de suas declarações e em referência ao processo político na Síria, o emissário da ONU sublinhou que o destino que corre este país é responsabilidade unicamente do povos sírio e não dos estrangeiros.
“Quando os sírios podem dispor de liberdade e autoridade para falar disto, talvez deveríamos lhes que dizer o que fazer ?”, enfatizou, indicando que “a solução precisa ser dirigida e pertencer aos sírios”.
Sobre a operação anti-terrorista que Rússia iniciou no final de setembro de 2015 na Síria a petição do presidente deste país, Bashar al-Asad, De Mistura sublinhou que a medida russa desencadeou o processo político sírio.
De Mistura já havia qualificado na quinta-feira a situação sobre o terreno de #8220;frágil &”, pelo que ainda “não está garantido” o sucesso do alto o fogo. Por sua vez, o Ministério russo de Defesa tinha denunciado várias violações da trégua pelos grupos armados e inclusive a artilharia fronteiriça do Exército da Turquía.
A Síria vive desde março de 2011 um conflito, que já tem deixado mais de 270.000 mortos, em sua maioria civis, de acordo com as últimas cifras divulgadas pelo opositor Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).