Confirmado teste nuclear de Israel há 37 anos
Na Quinta-feira revelaram documentos que confirmam que o regime israelense tinha realizado um teste nuclear em 1979, com a ajuda da África do Sul.
Publicado os documentos no site de Arquivo de Segurança Nacional da Universidade George Washington mostram que a Agência de Inteligência dos EUA (CIA) tinha conhecimento de que o regime de Tel Aviv, com a cooperação do Governo apartheid da África do sul tivesse realizado um teste nuclear nas águas do oceano Atlântico sul em 1979.
Em 22 de setembro de 1979, um dos satélites “Vela Projeto EUA”, especialmente concebidos para monitorar as atividades nucleares e testes nucleares, tinha detectado no sul do Oceano Atlântico um "duplo raio" (sinal característico de um teste de armas nucleares) que se acreditava que fosse causado por um teste nuclear.
Após este incidente, houve um grande debate dentro do governo e da inteligência dos Estados Unidos. Alguns deles estavam convencidos de que o "raio duplo" foi à evidência de um teste nuclear, provavelmente realizada pelo regime de Israel, enquanto outros acreditavam que era um fenômeno natural ou um erro de satélites.
Até quinta-feira não havia nenhuma evidência para mostrar que era um teste nuclear israelense, no entanto, os documentos publicados mostram que era realmente o caso e que o governo dos Estados Unidos optou por ignorar as evidências e reunir um grupo de pesquisadores que iria descarta-lo.
De acordo com os documentos, a Casa Branca ignorou evidências apresentadas por várias investigações e a CIA e preferiu não se qualificar como um teste nuclear por "considerações políticas", ou seja, para evitar a punição do regime de Tel Aviv por violação do Tratado proibição de testes nuclear parcial (TPPEN), assinado em cinco de agosto de 1963.
Naquele tempo Israel e o governo Sul Africano tinham laços estreitos nas questões nucleares e documentos secretos sul-africano mostram que o regime de Tel Aviv até se ofereceu para vender armas nucleares à África do Sul.