Daesh volta a controlar Palmira
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Ativistas e autoridade regional afirmam que Daesh retomara controle sobre cidade histórica, depois de terem sido brevemente expulsos com o auxílio de bombardeios russos.
(last modified 2018-08-22T11:01:35+00:00 )
Dez. 12, 2016 01:55 UTC
  •  Daesh volta a controlar Palmira

Ativistas e autoridade regional afirmam que Daesh retomara controle sobre cidade histórica, depois de terem sido brevemente expulsos com o auxílio de bombardeios russos.

Os terroristas do grupo de Daesh retomaram neste domingo o controle sobre a cidade histórica de Palmira e suas ruínas romanas, após quatro dias de intensos combates, e mais de oito meses depois de terem sido expulsos do local, afirmaram ativistas e uma autoridade síria.

Os extremistas do Daesh controlam totalmente a cidade de Tadmur [nome árabe de Palmira], seu aeroporto, sua área arqueológica e sua cidadela", afirmou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos. O governador da província de Homs, Talal Barazi, disse à televisão síria que as Forças Armadas estavam usando todos os meios disponíveis para tentar retomar a cidade, controlada pelos extremistas.

O Daesh havia recuado no sábado à noite para os arredores de Palmira, após terem conseguido controlá-la quase totalmente, diante dos intensos bombardeios russos à cidade, ao longo da noite.

Palmira foi libertada no dia 27 de março, após dez meses de ocupação pelos extremistas, que dinamitaram três torres funerárias do século 1º, o templo de Bel, o templo de Bal Shamin e o emblemático arco do triunfo.

A conquista de Palmira pelo Daesh, em 20 de maio de 2015, chamou a atenção da opinião pública internacional para a destruição de sítios arqueológicos na Síria e no Iraque devido às guerras em ambos os países. Além disso, os terroristas utilizaram a venda de artigos históricos para conseguir financiamento e exibiram sua destruição em vídeos e fotos com fins propagandísticos.

Localizada num oásis no leste da província de Homs, no centro da Síria, Palmira foi uma das principais atrações turísticas do país até o início da guerra civil, em 2011.