Síria apenas confia no Irã e Rússia para resolver a crise
Ministro das Relações Exteriores da Síria, Walid al-Moallem, disse que Damasco nunca confia na Turquia para resolver a crise síria.
"A Turquia é um país violador e ocupante de partes do território sírio, sob o argumento de combate aos terroristas (...). No entanto, se não fosse para o apoio militar e financeiro e facilidade de Turquia esses grupos nunca teriam chegado à Síria" disse na quinta-feira em uma entrevista transmitida pela televisão estatal e reproduzidas pela agência oficial de notícias SANA.
O ministro do Exterior sírio anunciou que, em relação às modalidades de cessação das hostilidades, as autoridades sírias contam com as garantias de Moscou e Teerã, que são aliados de Damasco, mas não a Turquia.
O Ministro das Relações Exteriores sírio indicou também que o acordo de cessar-fogo é uma oportunidade que pode “acabar com o derramamento de sangue na Síria e encontrar um futuro para o país”.
Ele ressaltou que o acordo vem após a libertação de Aleppo, por isso é importante para fazer uma política de investimento e o primeiro passo é para impor um cessar-fogo em todo o território sírio.
Al-Moalem indicou que a trégua excluí grupos terroristas de Daesh e Frente al-Nusra (auto-proclamado de Fath al-Sham), daí o Exército Sírio "ainda tem muito a fazer” no país.
Ele também pediu que todas as facções "rebeldes" a tomar esta iniciativa de "distanciar" dessas bandas extremistas.
No mesmo dia, na quinta-feira, o presidente sírio, Bashar al-Assad, disse em um telefonema com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, que apoia o cessar-fogo e a solução política para a crise.