Israel planeja restringir severamente residência árabe
Por ordem do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o parlamento israelense está discutindo se deve tornar ainda mais rigorosa a lei que restringe a residência árabe em Israel.
Segundo o grupo israelense de direitos humanos Mossawa Center, que defende os direitos dos árabes em Israel, o projeto de lei Kaminitz visa acelerar a demolição de casas palestinas.
A moção, que também criminaliza a moradia "não-autorizada" e a construção pelos palestinos, deverá passar sua leitura final no Knesset na próxima semana, disse o grupo.
O Centro Mossawa explicou como as autoridades israelenses restringiram a expansão das comunidades árabes em Israel.
Israel, disse, "alocou terras e prestou serviços de planejamento para mais de 600 comunidades judaicas desde sua fundação em 1948, mas não criou uma única localidade árabe além dos sete que estabeleceu para concentrar a comunidade beduína no sul".
O regime israelense também se recusa a reconhecer muitas das aldeias árabes pré-existentes, acrescentou.
A falta de vontade de aprovar planos diretores para localidades árabes e distribuir licenças de construção [que] deu origem a uma escassez de habitação em localidades árabes oficiais, deixando muitos sem outra opção além de construir e habitar estruturas precoces que não são oficialmente reconhecidas”.