HRW pede pesquisar ‘crimes de guerra’ de Arábia Saudita contra Iêmen
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A ONG, Observatório de Direitos Humanos (Human Rights Watch) insta a realizar uma pesquisa sobre as “graves violações e crimes de guerra” cometidos em Iêmen desde março de 2015.
(last modified 2018-08-22T11:02:40+00:00 )
Ago. 29, 2017 08:20 UTC
  • HRW pede pesquisar ‘crimes de guerra’ de Arábia Saudita contra Iêmen

A ONG, Observatório de Direitos Humanos (Human Rights Watch) insta a realizar uma pesquisa sobre as “graves violações e crimes de guerra” cometidos em Iêmen desde março de 2015.

“Arábia Saudita tem lançado numerosos ataques aéreos ilegais, alguns dos quais poderiam ser conceituados crimes de guerra, já que têm matado milhares de civis e têm destruído escolas, hospitais, mercados e lares”, tem condenado hoje à terça-feira a organização pró-direitos humanos HRW, ao relatar o uso de pelo menos “sete tipos de armas de munição proibidas” por Riad.

A guerra iniciada em 2015 acrescenta HRW, tem causado no Iêmen a maior crise humanitária do mundo com ao menos sete milhões de pessoas à beira da fome, centos de milhares sofrendo cólera e ao menos 5110 civis mortos (outros relatos apontam a um número muito maior).

Inclusive, se não se melhora a situação poderia ocasionar no futuro mais epidemias no país mais pobre de Médio Oriento, segundo tem alertado o mencionado organismo citando ao presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR) quem visitou Iêmen em julho passado. Isso, enquanto Riad tem iniciado uma nova onda de bombardeios nos recentes dias.

Por todo isso, a HRW tem instado em sua carta dirigida aos membros do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (CDHNU) a apoiar o lançamento de uma investigação internacional independente sobre violações e os abusos do direito internacional, direitos humanos e o direito internacional humanitário no Iêmen.

Portanto, tem sustentado que a crise no país árabe se deve a que nenhuma das partes envolvidas respeita as leis da guerra.

Dessa maneira, HRW faz questão de que o Conselho de Diretos Humanos da ONU cumpra sua responsabilidade e aborde a crise do Iêmen durante sua 36ª sessão já que as “vítimas de abusos em neste não podem esperar mais”, ainda que lamente também a ineficacia das pressões anteriores a este respeito.

“Os países membros do Conselho sobe a pressão da coalizão dirigida por Arábia Saudita, não têm adotado uma posição de princípio em frente a reiterados crimes de guerra e a pior crise humanitária do mundo”, disse John Fisher, diretor de Genebra de HRW, ao instar que “os governos não deveriam ceder à pressão política, e se devem responder de uma maneira que ajude melhor a situação do povo iemenita”.