Um iraniano morto no atentado em Istambul
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\\\"Condenamos este ataque brutal voltado diretamente contra as pessoas, sem qualquer discriminação\\\", disse no sábado o chefe do governo turco.
O Primeiro-ministro turco Ahmet Davutoglu transmitiu a sua solidariedade para com o Governo e a nação iraniana pela morte de um cidadão iraniano no ataque que ocorreu no sábado em Istambul (noroeste da Turquia). "Em nome do meu país, nação e do governo, condenamos os assassinos que perpetraram este ataque brutal voltado diretamente contra as pessoas, sem qualquer discriminação", disse no sábado o chefe do governo turco.
Ataque fez cinco mortos e 36 feridos. Um turista iraniano na Turquia e pelo menos mais cinco mortos e 36 feridos, sete dos quais em estado grave, foi resultado de um atentado suicida que aconteceu este sábado numa rua pedonal em Istambul, na Turquia. Entre os feridos estarão 12 estrangeiros, disse à agência Reuters o ministro da Saúde turco, Mehmet Muezzinoglu.
As autoridades iranianas estão a realizar todas as diligências para receber mais informações sobre as vitimas do atentado. Outras vítimas mortais do atentado são o suicida que se fez explodir e outras quatro pessoas. As informações iniciais davam conta de apenas dois mortos. As provas já recolhidas no local indicam que a responsabilidade do atentado será dos rebeldes do PKK, Partido dos Trabalhadores do Curdistão, disse à agência Reuters um responsável turco.
Alegadamente, o bombista suicida terá sido dissuadido a fazer-se explodir num primeiro momento, por um agente da polícia, que percebeu que o alvo do indivíduo era um grupo de turistas que caminhava pela rua. No entanto, o terrorista acabou por avançar, mesmo sem o alvo inicial.
O ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Mevlut Cavusoglu, garantiu que o país irá continuar a lutar com todas as suas forças contra os ataques terroristas, falando numa conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo iraniano, que se encontra em visita oficial à Turquia.
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel também já admitiu que há cidadãos do seu país entre os feridos. A agência noticiosa turca Dogan garante que pelo menos três dos feridos têm passaporte de Israel.
Segundo as informações da mídia, o ataque aconteceu na rua Istiklal, que sai de uma das principais praças de Istambul, e onde se situam várias lojas internacionais e centros comerciais, muito frequentada por turistas e residentes. Nesta mesma via encontram-se igualmente as representações diplomáticas de vários países, entre consulados e embaixadas.
No dia 13 de março, domingo passado, 37 pessoas morreram em Ancara, a capital da Turquia, num atentado que já foi reivindicado por um grupo radical curdo, os Falcões da Liberdade do Curdistão (TAK), grupo com ligações ao PKK. Terceiro atentado em cinco meses em Ancara faz 34 mortos.
Cinco suspeitos foram detidos e acusados de homicídio voluntário já este domingo, devido a alegadas ligações a este ataque, segundo noticiou a agência turca Anatolie.
Os cinco homens, de nacionalidade turca, também foram acusados de "atentado à unidade do Estado e do povo", precisou a agência de notícias pró governamental da Turquia, citando um tribunal de Ancara.
A detenção ocorreu ao mesmo tempo que a força aérea turca continua a bombardear os esconderijos ao proibido partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, separatista), em montanhas junto à fronteira iraquiana. Segundo as forças armadas turcas, 30 aviões participaram nos ataques e que foram atingidas áreas em torno de Sinat, Haftanin e Gaara. Os oficiais turcos acusam o grupo de agir na frente dos ataques do PKK, que é considerado um grupo terrorista por Ancara e pelos seus aliados ocidentais, depois de ter iniciado uma insurgência contra o estado turco em 1984 com o objetivo de obter maior autonomia para os curdos. O grupo tem bases de apoio no norte do Iraque.