O premiê iraquiano não quer mais tropas dos EUA no Iraque
O primeiro-ministro iraquiano, Haidar al-Abadi, não quer ver mais tropas norte-americanas no seu país, razão pela qual é pouco provável que Washington aumente o número de seus militares no Iraque.
"Al-Abadi foi bastante inflexível ante a presença de um grande número de tropas dos EUA no Iraque. Assim que não creio que veremos um numero significativamente maior às forças dos EUA neste país", disse o ex-vice-secretário dos EUA da Defesa, Lawrence Korb, à agência de notícias russa Sputnik.
No domingo, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) informou sobre a transferência de um destacamento de fuzileiros navais para o Iraque sob o pretexto de lutar contra o grupo terrorista Daesh.
Korb também argumentou que a missão das novas forças enviados em base de Makhmur, localizado nos arredores de Mosul (norte), é apenas medidas defensivas para proteger as forças americanas no país.
"[A presença militar dos EUA] realmente depende deles [os iraquianos], porque, mesmo se tivéssemos que entrar e enviar 25 mil ou 35 mil tropas para recuperar a cidade de Mosul. Então (...) um dia tem que sair do solo iraquiano", afirmou.
Primeiro-ministro iraquiano Haidar al-Abadi. Korb argumentou que fuzileiros navais dos EUA irão apoiar e proteger as forças de segurança iraquianas em sua tentativa de tomar Mosul de Daesh, mas mesmo se eles tiverem sucesso, isso seria apenas o primeiro capítulo da batalha.
A implantação das forças dos EUA no Iraque veio um dia depois de que a denominada Coalizão anti-Daesh, liderada por os EUA, tem informado a morte de um uniformado norte-americano no norte do Iraque, como consequência de um ataque com morteiro.