O premiê iraquiano não quer mais tropas dos EUA no Iraque
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O primeiro-ministro iraquiano, Haidar al-Abadi, não quer ver mais tropas norte-americanas no seu país, razão pela qual é pouco provável que Washington aumente o número de seus militares no Iraque.
(last modified 2018-08-22T11:00:24+00:00 )
Mar. 22, 2016 06:41 UTC
  • O premiê iraquiano não quer mais tropas dos EUA no Iraque

O primeiro-ministro iraquiano, Haidar al-Abadi, não quer ver mais tropas norte-americanas no seu país, razão pela qual é pouco provável que Washington aumente o número de seus militares no Iraque.

"Al-Abadi foi bastante inflexível ante a presença de um grande número de tropas dos EUA no Iraque. Assim que não creio que veremos um numero significativamente maior às forças dos EUA neste país", disse o ex-vice-secretário dos EUA da Defesa, Lawrence Korb, à agência de notícias russa Sputnik.

No domingo, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) informou sobre a transferência de um destacamento de fuzileiros navais para o Iraque sob o pretexto de lutar contra o grupo terrorista Daesh.

Korb também argumentou que a missão das novas forças enviados em base de Makhmur, localizado nos arredores de Mosul (norte), é apenas medidas defensivas para proteger as forças americanas no país.

"[A presença militar dos EUA] realmente depende deles [os iraquianos], porque, mesmo se tivéssemos que entrar e enviar 25 mil ou 35 mil tropas para recuperar a cidade de Mosul. Então (...) um dia tem que sair do solo iraquiano", afirmou.

Primeiro-ministro iraquiano Haidar al-Abadi. Korb argumentou que fuzileiros navais dos EUA irão apoiar e proteger as forças de segurança iraquianas em sua tentativa de tomar Mosul de Daesh, mas mesmo se eles tiverem sucesso, isso seria apenas o primeiro capítulo da batalha.

A implantação das forças dos EUA no Iraque veio um dia depois de que a denominada Coalizão anti-Daesh, liderada por os EUA, tem informado a morte de um uniformado norte-americano no norte do Iraque, como consequência de um ataque com morteiro.