Palestina urge à ONU pesquisar “execuções extrajudiciais” de Israel
A Organização de Libertação Palestina (OLP) demandou nesta segunda-feira à ONU que abra uma investigação sobre as “execuções extrajudiciais” por parte de soldados do regime israelense.
A petição do secretário geral da OLP, Saeb Erekat, produziu-se poucos dias após que, na localidade cisjordana de al-Jalil (Hebrón), um soldado israelense assassinasse a tiros a um palestino.
O incidente teve lugar depois de um ataque de represália contra um soldado israelense. O ataque acabou se com a morte de um palestino e com um segundo ferido, enquanto os soldados israelenses disparavam o tiro já se encontrava imóvel no solo.
Erekat explica que, ainda que o regime de Tel Aviv tem anunciado uma investigação sobre a “brutal execução”, nestas situações, como demonstra a prática, não costuma ter pesquisas.
Recorda que desde o mês de setembro de 2015 se registraram pelo menos “207 casos de execuções extra-judiciais de palestinos” por parte de forças do regime de ocupação, tal como explica a agência palestina de notícias, Maan.
As cifras oferecidas pelo servidor público palestino pertencem a um novo estado de violência israelense que começou no ano passado: as recentes atrocidades e a ocupação israelense têm provocado o surgimento de Terceiras Intifadas.
“Estas execuções requerem urgentemente uma investigação internacional”, assegurou Erekat, pois as ações violentas dos soldados israelenses “não são fatos isolados, Israel deve responder a estes crimes”.
No domingo, o presidente palestino, Mahmud Abás, voltou a denunciar perante o secretário geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, as “contínuas violações israelenses” contra a nação palestina.