Riad e Ansarollah prometem respeitar o cessar-fogo no Iêmen
https://parstoday.ir/pt/news/middle_east-i3235-riad_e_ansarollah_prometem_respeitar_o_cessar_fogo_no_iêmen
O movimento popular iemenita Ansarollah afirmou no domingo à noite o seu compromisso com a trégua no Iêmen, patrocinado pela Organização das Nações Unidas (ONU).
(last modified 2018-08-22T11:00:29+00:00 )
Abr. 11, 2016 04:03 UTC
  • Riad e Ansarollah prometem respeitar o cessar-fogo no Iêmen

O movimento popular iemenita Ansarollah afirmou no domingo à noite o seu compromisso com a trégua no Iêmen, patrocinado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Um porta-voz de Ansarollah assegurou que o seu movimento respeitará o cessar-fogo, mas vai responder a qualquer ataque pela coalizão liderada pela Arábia Saudita.

A partir da meia-noite no domingo (21h00 GMT) entrou em vigor um cessar-fogo no Iêmen, acordado entre Ansarollah e o governo renunciado do presidente fugitivo iemenita, Abdu Rabu Mansur Hadi, um forte aliado de Riad.

"A coalizão árabe vai respeitar o cessar-fogo no Iêmen, que começa à meia-noite no domingo, a pedido do presidente Hadi, mas reserva-se o direito de responder" informou também a coalizão árabe em um comunicado.

De acordo com a cadeia de televisão da Arábia, Al-Arábia, o porta-voz do exército saudita, o brigadeiro-general Ahmad al-Asiri, expressou sua esperança de que os combatentes de Ansarollah também respeitem o cessar-fogo.

No entanto, poucos minutos antes da cessação dos enfrentamentos, aviões de combate sauditas bombardearam várias áreas nas províncias Maarib (centro-oeste) e Al-Jawf (noroeste).

A trégua é, de facto, passo inicial para promover as conversações de paz a ser realizadas no Kuwait em 18 de abril e o enviado especial da ONU para o Iêmen, Ismail Ould Sheikh Ahmed, exortou a todas as partes em conflito a "engajar construtivamente" com esta rodada de negociações.

A ONU estima que os ataques aéreos sauditas contra o Iêmen, iniciados em 26 de março de 2015, deixaram um saldo de mais de 32 mil mortos e feridos, a maioria civil. E resultou dois milhões e meio de deslocados internos e mais de 21 milhões de iemenitas que necessitam de ajuda humanitária básicos.