Organização da Palestina condena expansão de colonatos de Israel
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A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) condenou hoje a "expansão ilegal de colonatos" depois do anúncio israelita de mais 800 casas no território ocupado da Cisjordânia.
(last modified 2018-08-22T11:00:51+00:00 )
Jul. 05, 2016 02:33 UTC
  • Organização da Palestina condena expansão de colonatos de Israel

A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) condenou hoje a "expansão ilegal de colonatos" depois do anúncio israelita de mais 800 casas no território ocupado da Cisjordânia.

"Denunciamos os planos do primeiro-ministro israelita, Benjamín Netanyahu, e do ministro da Defesa, Avigdor Lieberman, de construir 560 casas no colonato ilegal de Maalé Adumim e casas nos colonatos ilegais de Ramot, Guiló e Har Homá", disse a responsável do departamento de Cultura e Informação da OLP, Hanán Ashrawi, num comunicado.

Ashrawi, membro do Comité Executivo da OLP, acrescentou que "ao isolar Jerusalém do seu ambiente palestiniano e ao limpar etnicamente a cidade da sua população original, o Governo israelita prepara-se para a destruição da viabilidade, integridade e contiguidade territorial de um futuro Estado palestiniano com Jerusalém Este como a sua capital".

A imprensa local deu a conhecer na segunda-feira o anúncio do Governo israelita da saída a concurso público de 800 novas casas nos colonatos judeus em território palestiniano ocupado, com 560 novas habitações em Maale Adumin, na Cisjordânia, e 240 em bairros a este de Jerusalém.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, criticou na segunda-feira o anúncio de Israel, considerando que "levanta questões legítimas sobre as intenções a longo prazo de Israel, que se veem agravadas pelas contínuas declarações de alguns ministros israelitas a pedir a anexação da Cisjordânia".

Num comunicado, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) reiterou que os colonatos "são ilegais, segundo o direito internacional, e instou o Governo de Israel a parar e reverter este tipo de decisões no interesse da paz".