Negociações de paz na Síria dependem de acesso de ajuda humanitária
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Os Estados Unidos e França insistiram hoje na necessidade de levar ajuda humanitária à frente de batalha na cidade síria de Alepo antes de se avançar com planos para uma nova ronda de negociações de paz.
(last modified 2018-08-22T11:01:00+00:00 )
Ago. 10, 2016 03:39 UTC
  • Negociações de paz na Síria dependem de acesso de ajuda humanitária

Os Estados Unidos e França insistiram hoje na necessidade de levar ajuda humanitária à frente de batalha na cidade síria de Alepo antes de se avançar com planos para uma nova ronda de negociações de paz.

Os Estados Unidos e França insistiram hoje na necessidade de levar ajuda humanitária à frente de batalha na cidade síria de Alepo antes de se avançar com planos para uma nova ronda de negociações de paz.
A Rússia, no entanto, manteve que não deveriam existir condições prévias para as negociações que Washington espera retomar em Genebra no final deste mês.

A embaixadora norte-americana Samantha Power disse à imprensa que é urgente voltar à mesa de negociações "mas a atmosfera para que haja negociações também tem de existir".

"Quanto a acesso humanitário, (...) estamos em marcha atrás", acrescentou Power após uma reunião à porta fechada com o Conselho de Segurança da ONU.


Cerca de dois milhões de pessoas em Alepo estão há quatro dias sem água corrente, indicaram as agências especializadas das Nações Unidas, elevando o risco de doenças na cidade já devastada por anos de combates.

O Conselho de Segurança ouviu um relato feito pelo enviado da ONU, Staffan de Mistura, que disse ainda ter esperança em que as conversações possam ser retomadas no final do mês, mas que o desastre humanitário em Alepo precisa de ser resolvido, precisaram diplomatas.

"Não vejo como é que poderemos ter negociações a sério se não existe, de facto, a menor atmosfera propícia", disse o vice-embaixador francês Alexis Lamek.

O dirigente da ONU para a ajuda humanitária Stephen O'Brien reiterou o seu apelo para um cessar-fogo humanitário de 48 horas e disse, no final da reunião, sentir-se "encorajado" pelo facto de o Conselho de Segurança parecer unido quanto a essa proposta.

O embaixador russo Vitaly Churkin disse que Moscovo está em conversações com Washington para assegurar o fornecimento de carregamentos de ajuda a Alepo, mas rejeitou sugestões de que as negociações de paz podem ter descarrilado devido aos combates na cidade.