Arábia Saudita usa armas químicas contra civis iemenitas
Nuvens de fumaça a subir após um ataque saudita na cidade de Sanaa, capital do Iêmen.
Pelo menos 17 pessoas morreram como resultado de ataques aéreos, incluindo o uso de armas químicas, por Arábia Saudita contra civis no Iêmen.
Bombardeiros sauditas atacaram mais de 20 vezes a região Nehem na província de Sana'a, em alguns lançaram bombas químicas.
Três pessoas morreram e dezenas de civis ficaram feridas, informou a mídia local no sábado.
Desde o início da campanha militar saudita no Iêmen, região Nehem tem sido o alvo de ataques sistemáticos pelos bombardeios da Arábia Saudita, mas esta foi a primeira vez que o regime de Al Saud realizou ataques nesta zona com armas internacionalmente proibidas.
Segundo os documentos e relatórios da mídia, a Arábia Saudita não só usou armas químicas em sua ofensiva contra o Iêmen, com também poderia ter usado outros tipos de bombas convencionalmente proibidas em seus ataques aéreos contra civis iemenitas.
Além disso, os combatentes sauditas atacaram no mesmo dia no sábado a uma escola na cidade de Biyan na província de Shabwa, matando 14 pessoas.
Em resposta a esses ataques, o exército iemenita, apoiado por combatentes do movimento popular Ansarollah atacou com mísseis às áreas de fronteira da Arábia Saudita.
“Forças iemenitas lançaram ataques com morteiros ao posto militar saudita de Al-Sharafa, na região de Najran, e destruindo um veículo blindado Arábia, causado destruições de uma local militar”, anunciou a Agência SABA.
No sábado, forças iemenitas também lançaram com sucesso um míssil balístico de tipo Zelzal-3 contra as tropas sauditas reunidas na base militar Asnad na parte oriental de Seqam em Najran. O Ministério do Interior saudita confirmou este ataque das forças iemenitas a Najran que deixou um morto e seis feridos.