ONU: Foram utilizadas bombas de fragmentação no Iémen
Apesar dos protestos internacionais, as proibidas bombas de fragmentação continuaram a ser utilizadas no Iémen e causaram mais de 400 vítimas em 2015, revela um relatório da ONU divulgado hoje em Genebra.
No Iémen, entre abril de 2015 e março de 2016, a coligação árabe dirigida pela Arábia Saudita recorreu a bombas de fragmentação em pelo menos 19 ataques, segundo o relatório.
" um grande número daqueles ataques ocorreu em zonas urbanas e populosas: em mercados, escolas, hospitais...", denunciou a Handicap International, que participou na elaboração do relatório com outras organizações não-governamentais.
Nenhum dos países envolvidos é signatário da Convenção sobre as bombas de fragmentação.
O relatório indica que 97% dos mortos ou feridos por aquelas bombas em 2015 eram civis, dos quais 36% eram crianças.
No total, foram registadas 417 pessoas mortas ou feridas por bombas de fragmentação em 2015, nomeadamente na Síria (248), no Iémen (104) e na Ucrânia (19).
No final de maio, os Estados Unidos suspenderam a distribuição à Arábia Saudita de bombas de fragmentação, sob pressão de eleitos do Congresso e de organizações de defesa de direitos humanos.
Dezasseis países em todo o mundo continuam a produzir bombas de fragmentação, entre os quais a China, Rússia e Israel, segundo o relatório.