Submarino dos EUA na Guam; uma alerta para Pequim e Pyongyang.
O submarino balístico USS Pensilvânia chegou à ilha de Guam, no Pacífico, em uma visita que seria um sinal de alerta para China e Coreia do Norte.
O submarino que transporta torpedos MK-48 e 24 mísseis balísticos Trident II D-5, chegou ao porto de Apra na segunda-feira no marco das operações conjuntas anfíbias que estão realizando entre tropas norte-americanas e japonesas perto da ilha de Guam e de Tinian do primeiro a 11 de novembro.
Na operação batizada como ‘Keen Sword’ participam quase 35 mil soldados de ambos os países e uma preparativa para o Japão perante qualquer agressão externa.
"Honra-nos trabalhar junto com as nossos pares da Força Japonesa de Defesa e aprender deles. Ao melhorar nossa capacidade bilateral anfíbia aumentaremos nossa capacidade de preparação como parte de nossa longa e profunda cooperação militar", disse o almirante Marc H. Dalton, comandante de fuzileiros navais da Sétima Frota dos EUA em um comunicado.
Com o envio do submarino balístico USS Pensilvânia a Guam, pela primeira vez em três décadas, Washington pretende "demonstrar seu compromisso com seus aliados e parceiros através da presença e operações de forças estratégicas", segundo uma nota da Armada norte-americana.
O USS Pensilvânia, conhecido por seu nome técnico SSBN 735, foi enviado a Guam "para dissuadir uma ampla faixa de ameaças, os Estados Unidos requer uma exposição das forças estratégicas e não estratégicas. O submarino balístico como o Pensilvânia está em contínuo patrulha e é um elemento crucial, estabilizador e altamente efetivo da força nuclear dissuasiva norte-americana”, agrega a nota.
Como o anunciou a Armada americana, com o envio do submarino e as operações anfíbias, Washington procura proteger os seus aliados em Ásia: Coreia do Sul e Japão que vivem crescentes tensões com seus vizinhos, o primeiro com Coreia do Norte por seus ensaios nucleares e de mísseis e o segundo com a China por uma antiga disputa territorial sobre umas ilhas no mar meridional Chinês.
Tanto Pequim como Pyongyang tem denunciado em múltiplas ocasiões a ingerência norte-americana nos assuntos que não lhe incumben, sendo este um ator estrangeiro na Ásia, e advertem que a crescente presença militar norte-americana na zona ameaça a paz e estabilidade dos países regionais.