A Venezuela não aceita tutela ou interferência de países estrangeiros
Chanceler venezuelano Delcy Rodriguez assegurou que a Venezuela não aceita tutela ou interferência estrangeira em seus assuntos internos.
"Os chanceleres pretendem tornar-se guardiões, Venezuela não admite “tutoria” externa, a única tutoria é o povo venezuelano, da democracia participativa", enfatizou neste sábado Rodríguez na sede do Ministério das Relações Exteriores da Venezuela, em Caracas, quando foi consultado sobre a posição crítica da Argentina e do Chile em relação à situação venezuelana.
Em conferência de imprensa realizada para proporcionar a balança sobre o relatório sobre os direitos humanos que foram dados sobre a Venezuela nas Nações Unidas (ONU) em Genebra, a ministra das Relações Exteriores criticou o duplo critério dos seus homólogos Argentina e Chile, enquanto os seus países sofrem de diferentes questões de direitos sociais, económicos e humanos.
A ministra afirmou que o modelo de direitos humanos da Revolução Bolivariana, estabelecida desde 1999, é irreversível, inclusivo e de caráter universal.
"A Venezuela é vanguarda no mundo em termos de direitos humanos" e desenvolve uma doutrina pioneira inclusive nesta área para proteger todos os venezuelanos.
"Não podem fingir que estes países como a Argentina, que foi acionado 200 mil funcionários e o endividamento em tão pouco tempo, de 40 mil milhões de dólares, dessas aulas a Venezuela", acrescentaram.
A Venezuela tem avanços sociais nos direitos humanos em vários campos. "Hoje existem 14 vezes mais pensão de mais há 25 anos, mudou-se de 19 a 85 por cento, e vamos a 100 por cento", disse Rodriguez.
Neste sentido, reiterou que Caracas "derrotou a campanha de mentiras" contra si, em Genebra, e a maioria dos países manifestaram o seu apoio ao modelo dos direitos humanos na Venezuela.
“Temos derrotado a campanha de mentiras e calúnias”. Há de reconhecimento da comunidade internacional, que não se submete a mentira e chantagem “correndo que causam sobre a Venezuela, frisou”.
Venezuela viveu momentos de tensão desde que a oposição assumiu o controle do parlamento e concentrou seus esforços em acabar com o governo de Nicolas Maduro, presidente da Venezuela, recolhendo assinaturas e em muitos casos falsificando-as para ativar o revocatório contra Maduro, quem, por outro lado acusa o direito nacional e internacional de promover uma guerra não convencional para derrubá-lo.