Lavrov: EUA querem usar terroristas para derrubar Al-Asad
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O ministro das Relações Exteriores russo disse que Moscou suspeita que os EUA usassem os terroristas da Frente de Al-Nusra para derrubar o presidente sírio, Bashar al-Assad.
(last modified 2018-08-22T15:32:03+00:00 )
Abr. 13, 2017 10:32 UTC
  • Lavrov: EUA querem usar terroristas para derrubar Al-Asad

O ministro das Relações Exteriores russo disse que Moscou suspeita que os EUA usassem os terroristas da Frente de Al-Nusra para derrubar o presidente sírio, Bashar al-Assad.

"Eles sempre os trataram com indulgência, temos uma suspeita persistente de que, essa proteção é o plano B para usar Al-Nusra e tentar derrubar pela força o governo de Bashar al- Asad”, disse Serguei Lavrov quarta-feira após reunião com o seu homólogo norte-americano, Rex Tillerson.

Lavrov e Tillerson se reuniram em Moscou (capital russa) em um momento de alta tensão entre Washington e Moscou pelo ataque que os Estados Unidos realizaram na sexta-feira passada contra uma base aérea do exército sírio em Homs (centro), sob o pretexto de que a base tinha utilizado para atacar a Khan Shaykhun na província do noroeste de Idlib.

Lavrov disse que a coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos "na verdade não se ocupou da finalidade para a qual foi criada. Não combateu o Daesh e a Frente al-Nusra de maneira eficaz, intensa e persistente até as forças russas terem surgido", denunciou.

Ele acrescentou que a Rússia continua tendo suspeitas de que os EUA protegem o grupo terrorista Frente al-Nusra (proibido na Rússia) para tentar derrubar o presidente sírio, Bashar Assad, pela força.

"Eles sempre os trataram com indulgência e continuamos a suspeitar de que […] protegem a al-Nusra para, em determinado momento, recorrerem ao plano B e tentarem derrubar o regime de Bashar al-Assad pela força”, disse ele depois do encontro com Rex Tillerson.

 “Na verdade, falamos sobre o futuro papel de Assad, a sua participação ou não participação no processo político", disse ele  É importante que a retirada de Assad do poder seja realizada de forma estruturada e organizada de modo que todas as comunidades estejam representadas na mesa de negociações", sublinhou Lavrov. 

Ele confirmou que derrubar o regime do presidente sírio, Bashar Assad pode levar a uma derrota na guerra contra o Daesh.

"Você tem que ver as ameaças comuns, que são evidentes; é possível lutar contra o Daesh e derrubá-lo sem tentar derrubar o regime, enquanto a derrubada do regime pode levar não só ao fracasso na vitória frente ao Daesh, mas a uma derrota", destacou Lavrov.

A este respeito, o ministro russo chamou a "guiar-se pelo senso comum pragmático e não pelas emoções.”.

O Secretario de Estado dos EUA admitiu também que Washington tinha usado o Daesh tentar derrubar o governo sírio. Por sua vez, a secretária de Estado, considerou que as relações Moscou-Washington estão sendo em um "baixo nível de confiança", insistiu à saída do poder de Al-Asad.

"Há um baixo nível de confiança entre nossos países. As duas maiores potências nucleares não podem ter esse tipo de relacionamento”, disse Tillerson, cuja visita a Moscou, a primeira de uma alta autoridade da administração dos Estados Unidos desde que Donald Trump tomou a presidência dos Estados Unidos, tem sido dominado por conflito sírio por causa da recente agressão dos Estados Unidos. Tillerson repetiu acusações anteriores do seu país sobre o uso de armas químicas por Damasco.

 Lavrov respondeu, insistindo em uma investigação imparcial do uso de tais armas e assegurando que Moscou viu "nenhuma confirmação" ou “evidencias de mencionar que havia substâncias tóxicas “no aeródromo bombardeado por EUA“.

"Quero enfatizar que estamos cem por cento certos de que, se os nossos parceiros na Organização das Nações Unidas (ONU) ou em Haia tentam evitar esta investigação, isso significaria que eles não querem saber a verdade", afirmou o Lavrov. Além disso, ele lembrou que em 2013 a Rússia, juntamente com os EUA, atuou como promotor da destruição de armas químicas na Síria e relatórios da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) confirmam a total destruição do arsenal químico Síria, no entanto, foi adicionado, detectar locais "sob o controle de extremistas", onde as armas químicas foram armazenadas.