Presidente chinês termina visita a Hong Kong
O Presidente chinês terminou hoje uma visita de três dias a Hong Kong, com uma inspeção aos trabalhos da futura ponte Hong Kong-Macau-Zhuhai, indicou a Rádio Televisão de Hong Kong (RTHK).
Este mega projeto chinês, que se prevê ser a maior travessia do mundo sobre o mar, tem registado derrapagens orçamentais e acidentes industriais e, no mês passado, o governo de Hong Kong anunciou que a empresa contratada para realizar testes de segurança ao betão usado na ponte apresentou mais de 200 resultados falsificados.
Depois da visita à ponte, Xi Jinping dirigiu-se ao aeroporto de Chek Lap Kok, tendo deixado o território cerca da 13:00, a bordo de um avião da Air China, acrescentou.
No discurso proferido após ter empossado a nova chefe do Executivo, Carrie Lam, Xi considerou "absolutamente inadmissível" qualquer "tentativa que ponha em perigo a soberania e segurança da China, desafie o poder do Governo central e a autoridade da Lei Básica de Hong Kong".
Numa aparente referência aos protestos pró-democracia e pró-independência, registados nos últimos anos em Hong Kong e também durante a sua visita, o Presidente chinês declarou: "Criar deliberadamente divergências políticas e provocar a confrontação não vai resolver os problemas. Pelo contrário, só vai impedir gravemente o desenvolvimento económico e social de Hong Kong".
O Presidente chinês, Xi Jinping, iniciou na quinta-feira uma visita a Hong Kong para assinalar os 20 anos da transferência da antiga colónia britânica para a China e empossar a chefe do Exexcutivo.
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Assinado acordo-quadro da 'Grande Baía' Guangdong-Hong Kong-Macau
O Presidente da China, Xi Jinping, testemunhou hoje a assinatura de um acordo-quadro para o desenvolvimento da estratégia da "Grande Baía" Guangdong-Hong Kong-Macau que aspira tornar-se uma região metropolitana de nível mundial.
Este foi um dos últimos pontos da visita de três dias de Xi Jinping - a primeira na qualidade de Presidente - a Hong Kong, território que assinala hoje o 20.º aniversário da transferência da soberania do Reino Unido para a China.
O conceito de "Grande Baía" não é completamente novo, mas ganhou um novo ímpeto ao surgir no relatório de trabalho de 2017 do primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, do qual consta a orientação para se "investigar e elaborar o planeamento da região metropolitana da Grande Baía", um projeto de integração económica que visa aproveitar as diferentes mais-valias de cada um dos territórios.
A "Grande Baía" inclui as duas Regiões Administrativas de Hong Kong e Macau e nove cidades da província de Guangdong (Dongguan, Foshan, Guangzhou, Huizhou, Jiangmen, Shenzhen, Zhaoqing, Zhongshan e Zhuhai).
O acordo-quadro foi firmado pelo diretor da Comissão Nacional para o Desenvolvimento e Reforma, He Lifeng, pelo governador da província de Guangdong, Ma Xingrui, bem como por Carrie Lam -- que se tornou hoje na primeira mulher a assumir a chefia do Governo de Hong Kong -- e Fernando Chui Sai On, líder do Governo de Macau.
Macau lançou, no mês passado, uma consulta pública de 15 dias, sobre a participação do território na "estratégia nacional" da "Grande Baía".
A "recolha de opiniões" teve lugar sem que o próprio Governo tenha apresentado publicamente qualquer proposta ou ação concreta no quadro do planeamento e construção da Região Metropolitana da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, projeto que passou "de iniciativa da sociedade civil a estratégia nacional" da China.
Neste âmbito, apenas foram definidos "dois grandes papéis", "três funções" e "oito áreas prioritárias", todas envolvendo conceitos generalistas.
As "três funções" que Macau chama a si são as de "centro mundial de turismo e lazer", "plataforma entre a China e os países de língua portuguesa" e "base de cooperação e diálogo", para "promover a coexistência de diversas culturas".
O projeto "Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau" surgiu pela primeira vez num documento do governo central chinês, em 2015, sobre a visão e ações para a construção da "Rota da Seda e da Rota Marítima da Seda para o Século XXI", projeto de investimentos em infraestruturas liderado pela China, que ambiciona reavivar simbolicamente o corredor económico que uniu o Oriente o Ocidente, de acordo com o assessor do gabinte do chefe do Executivo de Macau, Kou Chin Hung.
Desde 2008, especialmente a partir das "Linhas Gerais para a Reforma e Desenvolvimento do Delta do Rio das Pérolas (2008-2020)", que a província chinesa de Guangdong e as vizinhas regiões de Macau e Hong Kong começaram a discutir a criação da referida "área metropolitana de nível mundial".