Rússia: Exercícios militares de Seul e Washington provocam a Pyongyang
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Rússia acusa os EUA e Coreia do Sul de incitar o Governo de Pyongyang de lançar mais mísseis e aumentar as tensões na península coreana.
(last modified 2018-08-22T11:02:40+00:00 )
Ago. 29, 2017 05:15 UTC
  • Rússia: Exercícios militares de Seul e Washington provocam a Pyongyang

Rússia acusa os EUA e Coreia do Sul de incitar o Governo de Pyongyang de lançar mais mísseis e aumentar as tensões na península coreana.

“Observamos uma tendência à escalada de tensão e pensamos que os recentes exercícios (de Seul e Washington), apesar de que têm sido algo mais leve que o palco original, tem contribuído a provocar Pyongyang a realizar outro lançamento”, tem assinalado nesta terça-feira o vice-chanceler russo Serguei Riabkov.

O diplomata tem expressado a preocupação de Moscou pelas repercussões que pode ter este tipo de ações provocativas na segurança da região do nordeste asiático.

Em alusão ao novo ensaio de misseis que realizou Pyongyang a primeiras horas desta terça-feira, Riabkov reconheceu que a medida deriva endurecer o regime de sanções contra o país asiático, não obstante, tem enfatizado que recorrer aos mecanismos para pressionar o Governo norte-coreano é “um recurso já ultrapassado”.

Do mesmo modo, tem posto em dúvida que a reunião extraordinária do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU), convocada por Japão, Coreia do Sul e os EUA, possa resolver o problema enquanto se considere a opção militar como não é uma solução à crise surgida.

“Já é impossível adotar resoluções sem a menção expressa de que o problema não tem solução militar, unicamente a através da política, e sem uma cláusula que exclua a adoção de sanções unilaterais à margem daquelas que são aprovadas de forma coletiva pelo Conselho de Segurança da ONU”, argumenta o vice-chanceler da Rússia.

Coreia do Sul e os EUA estão tomando medidas de represália, inclusive “militares”, contra Pyongyang por lançar outro míssil balístico que, depois de sobrevoar o céu japonês, caiu em águas do mar de Japão (mar do Leste).

Este último lançamento de Pyongyang foi realizado dias após que o Exército norte coreano tinha disparado três mísseis balísticos de curto alcance, no meio de uma crescente tensão na península coreana.

A Casa Branca e seus aliados denunciam os ensaios balísticos e nucleares de Pyongyang, enquanto o Governo de Coreia da Norte no assegura que tem direito a seguir com estas provas perante as “provocativas” manobras militares conjuntos entre Washington e Seúl.