EUA testam duas bombas modernizadas nucleares B61-12
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Os Estados Unidos tem realizado com sucesso dois teste de sua modernizada bomba termonuclear B61-12, examinando o seu desempenho em caso de necessidade.
(last modified 2018-10-17T12:49:42+00:00 )
Ago. 29, 2017 05:18 UTC
  • EUA testam duas bombas modernizadas nucleares B61-12

Os Estados Unidos tem realizado com sucesso dois teste de sua modernizada bomba termonuclear B61-12, examinando o seu desempenho em caso de necessidade.

Os ensaios foram dirigidos pelas Forças Aéreas e a Administração Nacional de Segurança Nuclear (NNSA, por suas siglas em inglês) do Departamento de Energia norte-americano, realizados no passado 8 de agosto no polígono de Tonopah, no estado de Nevada.

Segundo informou na segunda-feira a NNSA em um comunicado, as bombas não estavam equipadas com ojivas nucleares e foram lançadas de um caça bombardeiro F-15E. Anteriormente, a bomba foi lançada de um avião de combate F-16, algo que ocorria pela primeira vez.

O objetivo do ensaio foi avaliar o funcionamento dos componentes não nucleares da arma e a capacidade da aeronave para lançar este tipo de bombas. Washington estuda lançar munições com outros tipos de aviões, entre eles os B-2A, B-21, F-15E, F-16 C/D, F-16 MLU, e também os F-35 e os PA-200.

“O programa de extensão de vida útil do B61-12 avança segundo o programado para cumprir com os requisitos de segurança nacional. Estas provas reais validam o correto desenho do B61-12 quando se trata de rendimento do sistema”, acrescenta o comunicado.

Os EUA começaram em 2015, os ensaios do B61-12. O processo foi criticado duramente por Rússia que advertiu de responder já que em seu critério ameaçaria a segurança do planeta.

Os EUA são o primeiro país que desenvolveu armas atômicas e o único que as usou na guerra. Gasta mais em seu arsenal nuclear que todos os demais países. Tem 7700 ogivas nucleares.

Em janeiro de 2014, o então secretário de Defesa dos EUA, Chuck Hagel, anunciou “ambiciosos planos para renovar o sistema de armas nucleares, modernizando as armas e construindo novos submarinos, mísseis e bombardeiros para fazê-los chegar a destinos” mais amplos. Para este objetivo, foi destinado um bilhão de dólares.

O resultado de um ano de investigação levou jornalistas do grupo de imprensa McClatchy, publicar em dezembro de 2015 matérias, revelando as sete décadas de história de construção e manutenção de arsenal atômico nos EUA que tinha deixado ao menos 33.480 trabalhadores mortos.