Evo Morales inaugura a primeira planta petroquímica na Bolívia
O projeto foi financiado pelo governo boliviano que gera 200 empregos diretos e cerca de e três mil indiretos no país.
O presidente boliviano, Evo Morales, inaugura nesta semana a primeira planta petroquímica do país, localizada na cidade de Bulo Bulo que será responsável pela produção de amônia, ureia e 2.100 toneladas de fertilizantes por dia.
O ministro dos Hidrocarbonetos, Luis Alberto Sánchez, indicou que "é o projeto mais importante da história da Bolívia... é um salto qualitativo já que, em mais de 192 anos, nunca foi consolidada a industrialização do gás”.
Também, o gerente de companhia petroquímica e petrolífera estatal YPFB, Mauricio Alvarado disse que "entramos em um novo estágio e não apenas como um país que exportará gás natural, como terá um valor agregado nos fertilizantes".
Sánchez, também explicou que, após 192 anos da fundação desta indústria, esta indústria que foi inaugurada tem uma capacidade de produção de 600 mil toneladas de ureia anualmente, desse montante, 15% fornecerá ao mercado doméstico boliviano e o restante irá satisfazer um terceiro da demanda do Estado de Matto Grosso no Brasil.
O projeto, que foi financiado com os próprios recursos do Estado boliviano, gerará 200 empregos diretos e pelo menos 3.000 empregos indiretos no país, de acordo com as projeções estatais da companhia de petróleo.
Desta forma, a Bolívia vai parar de importar 27 mil toneladas de ureia, o que significa economiza 15 milhões de dólares por ano, após o arranque da fábrica de Bulo Bulo, de acordo com dados da Companhia Estratégica para a Produção de Fertilizantes e Adubos.