Human Rights Watch acusa Quénia de repressão contra sociedade civil
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A organização Human Rights Watch acusou hoje o governo do Quénia de repressão contra a população civil e vozes críticas que se opõem aos resultados da repetição das eleições presidenciais.
(last modified 2018-08-22T11:03:00+00:00 )
Nov. 08, 2017 06:15 UTC
  • Human Rights Watch acusa Quénia de repressão contra sociedade civil

A organização Human Rights Watch acusou hoje o governo do Quénia de repressão contra a população civil e vozes críticas que se opõem aos resultados da repetição das eleições presidenciais.

"As autoridades quenianas atacaram os grupos da sociedade civil que criticam a votação em que Uhuru Kenyatta (atual chefe de Estado) foi de novo proclamado vencedor", diz a Human Rights Watch (HRW) em comunicado.

A organização com sede nos Estados Unidos refere que várias entidades foram alvo da ação do Executivo ao serem acusadas judicialmente por supostos delitos de branqueamento de capitais e emprego de trabalhadores indocumentados.

A HRW diz que são organizações como o Instituto Katiba, Muçulmanos pelos Direitos Humanos (MUHURI, na sigla em inglês) e a Kura Yangu, Santi Yangu.

Segundo a HRW, estas organizações, entre outras, queixam-se de perseguição, sublinhando que "já não é a primeira vez" que o governo do Quénia pressiona os grupos que são críticos ou que "desafiam a credibilidade dos resultados das eleições".

As eleições presidenciais realizadas no dia 08 de agosto foram anuladas e repetidas no passado dia 26 de outubro.

Devido às críticas o Executivo ilegalizou várias organizações não governamentais.

"As últimas medidas são severas e fazem parte de uma ampla repressão contra a sociedade civil no Quénia, nos últimos anos. O governo precisa urgentemente de mudar de rumo em vez de atacar as organizações deveria respeitar os direitos e o papel que elas desempenham no diálogo social", escreve a HRW.

Na repetição das presidenciais no Quénia foi proclamado vencedor Uhuru Kenyatta que concorreu contra candidatos minoritários e num contexto de boicote por parte da oposição.

A primeira votação, de 08 de agosto, foi anulada judicialmente devido a irregularidades sendo que a oposição considera inválidos os resultados da repetição das presidenciais.

Nas últimas manifestações contra o governo perderam a vida 12 pessoas e 60 ficaram feridas segundo dados das organizações não governamentais.