Rússia: a estratégia hegemônica dos EUA ameaça a estabilidade global
https://parstoday.ir/pt/news/world-i24975-rússia_a_estratégia_hegemônica_dos_eua_ameaça_a_estabilidade_global
A Rússia critica a atual Estratégia de Segurança Nacional dos EUA, que ameaça a estabilidade mundial e persegue sua hegemonia em um mundo unipolar.
(last modified 2018-08-22T11:03:12+00:00 )
Dez. 19, 2017 16:59 UTC
  • Rússia: a estratégia hegemônica dos EUA ameaça a estabilidade global

A Rússia critica a atual Estratégia de Segurança Nacional dos EUA, que ameaça a estabilidade mundial e persegue sua hegemonia em um mundo unipolar.

"Agora o mundo mudou e os americanos estão tentando inclinar o equilíbrio novamente a seu favor ", disse o chefe do Comitê de Relações Internacionais do Conselho da Federação Russa, Konstantin Kosachev, na segunda-feira.

Com estas palavras, o alto deputado russo referiu-se à nova Estratégia Nacional de Segurança apresentada na segunda-feira pela Casa Branca, estipula o uso da força para preservar a paz e aumentar a influência de Washington, e está qualificada a Rússia e a China de inimigos supremos, porque "desafiam o poder, a influência e os interesses" dos Estados Unidos. Segundo o senador russo, com este novo plano, Washington pretende reforçar o ramo  oriental da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), pouco importa que tal medida viole "as restrições que impedem a implantação de importantes contingentes militares na Europa Oriental", com o que "EUA ameaça o mundo inteiro ".

Kosachev observou que a nova estratégia mostra que as mudanças ocorridas nos últimos anos não nos ocorreram, por causa da restauração do "Pax Americana" (dominação militar e econômica de Washington) como "uma ordem mundial que é supremamente equitativa”.

A sua vez, o Chefe do Comitê de Assuntos Internacionais da Duma do Estado da Rússia, Leonid Slutski, explicou que pretende "reviver a hegemonia dos Estados Unidos" e construir um mundo unipolar ".

A nova estrategista consiste em quatro polares: preservar a paz através do uso da força, aumentar a influência de Washington, proteger a América e o modo de vida americano e promover a prosperidade americana.

Em m discurso oferecido para apresentar o documento, Trump também se voltou a criticar o acordo nuclear assinado em 2015 entre o Grupo Irã 5 + 1 (EUA, Reino Unido, França, Rússia e China, Alemanha) e qualificou a Coréia do Norte de uma "ameaça" real.