Maduro pede a oposição falar sobre “sanções” contra a Venezuela
Pars Today- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, insta a oposição um diálogo sobre a “perseguição” e “sanções” contra o país na esfera internacional.
"Aos setores que nos opõem politicamente; coloquei sobre mesa de dialogo a perseguição, o bloqueio financeiro e as sanções contra a Venezuela ", escreveu o líder venezuelano em sua conta no Twitter na segunda-feira.
Nesse sentido, Maduro destacou a necessidade de "empreender uma grande campanha nacional e internacional pelo direito à liberdade" do país bolivariano.
Especificamente, ele pediu à Mesa da Unidade Democrática (MUD), a principal força de oposição na Venezuela, para participar do diálogo, após as eleições presidenciais de 20 de maio, cujos resultados não foram reconhecidos por esse bloco de oposição nem por parte da comunidade internacional, sob a alegação de "falta de garantias eleitorais".
Embora essas eleições tivessem sido assistidas por observadores internacionais, que descreviam o processo como "livre e justo", o MUD se recusou a reiniciar negociações com o governo, dado o fracasso das mesas de negociação realizadas na República Dominicana, nas quais as condições para a realização de tais eleições deviam ser acordadas.
Maduro publica sua mensagem, acompanhada de um vídeo que resume as reuniões que Maduro realizou com diferentes setores nas últimas semanas, enquanto no mesmo dia a Organização dos Estados Americanos (OEA) celebra sua 48ª Assembléia Geral, observando a situação na Venezuela .
De fato, na reunião da OEA, os Estados Unidos, que impuseram vários "bloqueios financeiros", "sanções" e realizavam uma suposta perseguição contra o governo de Maduro, juntaram mais seis países membros da organização para solicitar a suspensão da Venezuela da entidade hemisférica por "ruptura da ordem democrática".
Por sua parte, o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, indicou que Caracas está "contando os dias" para efetivar sua retirada da OEA, como solicitado em abril de 2017, depois de acusar a organismo de interferência nos assuntos internos de Venezuela.