Exibem 180 vestígios maias recuperados em Yucatán, México
A exposição Tâhó: a vida pré-hispânica em Mérida reúne 180 peças recuperadas nos arredores dessa cidade do estado mexicano de Yucatán e exibe-se hoje no Museu Regional de Antropologia Palácio Cantón.
De acordo com um comunicado do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH), os experientes obtiveram informação relevante em torno de Tâhó, antiga cidade maia que existiu no atual município de Mérida e que foi quase destruída com a chegada dos conquistadores espanhóis.
Ao oferecer detalhes a respeito da mostra, José Huchin, um dos 22 arqueólogos do Centro INAH Yucatán que participam em trabalhos de salvamento nesse estado, disse que estas tarefas se intensificaram na última década.
Agregou que no ano se realizam nessa cidade uns 120 salvamentos, principalmente na periferia.
Por sua vez, José Enrique Ortiz, coordenador nacional de Museus e Exposições do INAH, expressou que o salvamento arqueológico em Mérida leva se realizando três décadas e que não é um projeto cojuntural, mas sim de longo alcance e grande importância.
Em Yucatán existem 3.500 lugares arqueológicos registrados, dos quais só 17 estão abertos ao público, enquanto em Mérida e seus arredores há 223 e deles pôde ser obtido informação relevante em 14; esse é o potencial do patrimônio que temos, assinalou Huchim.
A informação obtida mostra a vida quotidiana dos maias antigos, tema da exposição, onde o público apreciará objetos encontrados nas escavações, feitos em cerâmica, jade, concha e osso, entre outros materiais.
Na coleção sobressaem figuras que mostram os rostos dos que viveram nessa zona mil anos antes de nossa era, inclusive há representações de doenças e deformações.
A mostra concluirá em Mérida em meados de maio e em verão poderá ser visto no Palácio Nacional, na Cidade de México.