Venezuela não vai se ajoelhar!
O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro assegurou neste sábado que seu país "não vai se curvar" à pressão brutal dos EUA de "isolar a Venezuela".
"A Venezuela não aceita qualquer tipo de tutoria, monitorização ou intervencionismo", salientou Maduro de Havana, capital de Cuba, durante o seu discurso na Sétima Cúpula da Associação de Estados do Caribe (ACS).
O presidente Nicolás Maduro disse nesse sábado que os Estados Unidos estão exercendo "pressões brutais" sobre os governos do continente para isolar a Venezuela, que vive uma severa crise econômica e política.
Durante discurso em uma cúpula de países do Caribe realizada em Cuba, Maduro lançou um chamado enérgico a "não ceder as pressões imensas de Washington contra a Venezuela".
Maduro insinuou que o governo dos EUA faz campanha pelo uso de um mecanismo da OEA (Organização de Estados Americanos), a Carta Democrática Interamericana, para prejudicar seu país.
A Carta pode abrir caminho para sanções a países que vivam rupturas no processo democrático.
Na terça (31), o secretário-geral da OEA, o uruguaio Luis Almagro, propôs marcar uma sessão para discutir a crise na Venezuela. Ele acatou argumento de que Maduro viola direitos políticos e sabota a atuação do Parlamento. Almagro também endossou apelos para que o chavismo aceite a realização de um referendo para revogar Maduro ainda neste ano. Mas a pressão de Caracas contra países aliados conseguiu esvaziar o movimento pela aplicação da Carta e levou a OEA a emitir comunicado genérico chamando ao diálogo entre governo e oposição.
"A Venezuela não vai se dobrar e se pretendem nos encurralar, vamos lutar de frente", prosseguiu o líder venezuelano. "A Venezuela não aceita ser tutelada, monitorada ou sofrer intervencionismo de nenhuma forma."