Venezuela não vai se ajoelhar!
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O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro assegurou neste sábado que seu país "não vai se curvar" à pressão brutal dos EUA de "isolar a Venezuela".
(last modified 2018-08-22T11:00:43+00:00 )
Jun. 04, 2016 18:04 UTC
  • Venezuela não vai se ajoelhar!

O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro assegurou neste sábado que seu país "não vai se curvar" à pressão brutal dos EUA de "isolar a Venezuela".

"A Venezuela não aceita qualquer tipo de tutoria, monitorização ou intervencionismo", salientou Maduro de Havana, capital de Cuba, durante o seu discurso na Sétima Cúpula da Associação de Estados do Caribe (ACS).

O presidente Nicolás Maduro disse nesse sábado que os Estados Unidos estão exercendo "pressões brutais" sobre os governos do continente para isolar a Venezuela, que vive uma severa crise econômica e política.  

Durante discurso em uma cúpula de países do Caribe realizada em Cuba, Maduro lançou um chamado enérgico a "não ceder as pressões imensas de Washington contra a Venezuela".  

Maduro insinuou que o governo dos EUA faz campanha pelo uso de um mecanismo da OEA (Organização de Estados Americanos), a Carta Democrática Interamericana, para prejudicar seu país.  

A Carta pode abrir caminho para sanções a países que vivam rupturas no processo democrático.  

Na terça (31), o secretário-geral da OEA, o uruguaio Luis Almagro, propôs marcar uma sessão para discutir a crise na Venezuela. Ele acatou argumento de que Maduro viola direitos políticos e sabota a atuação do Parlamento.  Almagro também endossou apelos para que o chavismo aceite a realização de um referendo para revogar Maduro ainda neste ano.  Mas a pressão de Caracas contra países aliados conseguiu esvaziar o movimento pela aplicação da Carta e levou a OEA a emitir comunicado genérico chamando ao diálogo entre governo e oposição.  

"A Venezuela não vai se dobrar e se pretendem nos encurralar, vamos lutar de frente", prosseguiu o líder venezuelano. "A Venezuela não aceita ser tutelada, monitorada ou sofrer intervencionismo de nenhuma forma."