Erdogan declara estado de emergência na Turquia por três meses
"Seria um erro" se os EUA não extraditassem o imã Güllen, que o Presidente turco acusa de estar por trás da tentativa de golpe. Merkel diz que não está a ser respeitado Estado de direito. Universitários proibidos de saírem do país.
O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, recomendou a declaração do estado de emergência durante três meses pelo Governo. Fê-lo após um dia inteiro de reunião do Conselho de Segurança Nacional e do Conselho de Ministros, que terminou com uma entrevista em directo à Al-Jazira em que continuou a acusar “o indivíduo na Pensilvânia” – o seu arqui-inimigo, o imã Fetullah Gülen – de estar por trás do golpe.
“Nenhum cidadão, nenhuma instituição deve ter preocupações relativas à democracia ou Estado de direito durante o estado de emergência”, garantiu o Presidente turco. De acordo com a Constituição turca, nesta situação o Conselho de Ministros, reunido com o Presidente, tem o poder de emitir decretos com força de lei em matérias de segurança. Este é o verdadeiro poder concedido pelo estado de emergência. Antes, a falar para os media internacionais através da Al-Jazira, avisou que “o golpe de Estado pode ainda não ter terminado, pode haver outras tentativas”.
Reconheceu terem existido falhas nos serviços de informações internos. Quem o informou do golpe, contou, foi o seu cunhado, e não a segurança interna. E ele nem levou a sério o aviso do cunhado. “Não queria acreditar. Mas depois tentámos confirmar a informação através de vários canais e demos os passos necessários para deixar o hotel” na estância turística de Marmaris, onde Erdogan estava a passar férias a 15 de Julho.