A inovação na arquitetura tradicional do Irã
Ali Asghar Sherbaf, o destacado professor da arquitetura tradicional, e a restauração de monumentos históricos, um dos sobreviventes dos arquitetos tradicionais iranianos que faleceu recentemente.
A arquitetura é uma das características importantes culturais e artísticas de qualquer país. A arquitetura coloca em manifesto a psicologia dos habitantes de uma sociedade e conta de unidade, igualdade, desigualdade, amizade e inimizade. É suficiente olhar a arquitetura de uma cidade para entender o humor de seus habitantes. Quando nos fixamos no tecido tradicional das cidades de Isfahan , Shiraz, Teerã, Kashan, Meybod, Yazd e Kerman… damos conta de que os cidadãos destes lugares compartilhavam ideias comuns. Mas hoje em dia as condições mudaram, e a arquitetura moderna desafia a arquitetura tradicional, e tem soado os alarmes pelo perigo da perda de identidade nacional. Há alguns dias, faleceu Ali Asghar Sherbaf, um dos grandes professores da arquitetura iraniana especializado nas decorações arquitetônicas. Foi ele quem estava preocupado pela perda da tradicional identidade iraniana na arquitetura, e dedicou toda sua vida à arquitetura, a restauração e criação de monumentos bonitos em diversas partes deste vasto território.
Ali Asghar Sherbaf nasceu em 1931 em Teerã. As decorações arquitetônicas foram sua profissão familiar, e aos 10 anos de idade dedicou-se a este trabalho. Sherbaf desde a juventude conseguiu valiosas experiências antes destacados pelos professores Hosein Lorzade, Hajj Mohammad Memar Kashani, e seu pai. Entre suas obras valiosas pode-se referir às decorações da Mesquita Jame de Sawe, a Mesquita Jame de Qom, a mesquita e escola de Sepahsalar (Shahid Motahari) em Teerã, Emamzade Zeid, a Mesquita de Hazrat Ebrahim, a mesquita da Universidade Sharfi, o monumento dos Mártires do 7 Tir no cemitério de Behesht Zahra em Teerã, e o sótão da Sala das Almas do Palacio Golestan .
O Professor Sherbaf foi um profissional na restauração dos monumentos, especialmente, nas decorações dos monumentos históricos, entre seus trabalhos pode ser referido à restauração da Grande Casa de Badgir e a Sala de Almas, e as decorações de Howz Khane do Complexo dos Palacios de Saad Abad em Teerã e a restauração do portal do monumento histórico de Ali Qapu em Qazvin.
O falecido Sherbaf com mais de 60 anos de experiência de arduos trabalhos nos monumentos históricos e sua restauração, considera-se um dos pioneiros desta antiga arte. Ele sempre achou que a restauração dos monumentos históricos é uma desculpa para retornar à originalidade de uma obra e finalmente a originalidade de nossa alma. A restauração de casa faz permite-nos reavivar nossa memória eterna que tem suas raízes nas antigas épocas e tranquilizar nossa alma. Sher Baf considerava a restauração como um instrumento para recrear a identidade artística iraniana, e tratava de manter viva esta identidade perdida.
Sherbaf foi também o professor de honra em diversas universidades. Ofereceu durante muitos anos classes de arquitetura tradicional na Universidade de Teerã e Al Zahra.
Aos 35 anos conheceu de perto o professor Pirniya, o grande arquiteto iraniano. A colaboração com Pirniya foi a meta das atividades de Sherbaf, disse a respeito: Não vi a ninguém exceto a Pirniya que entendia o trabalho da arquitetura. Não só conhecia a arquitetura tradicional, mas também conhecia a administração e o valor do trabalho. Sher Baf escreveu vários livros e artigos sobre arquitetura. Morreu em 23 de agosto de 2016, aos 85 anos, por problemas pulmonares.
Desde a invenção da escritura, acostumavam-se descrever nos monumentos para a decoração , a mostra de crenças e deixar uma lembrança dos acontecimentos para futuros. A caligrafia, igual que outras decorações islâmicas, tem um vínculo próximo à geometria e matemática.
Motivos vegetais e geométricos é outra decoração dos monumentos iranianos. Suas primeiras mostras pertencem à época antes da chegada do Islã ao Irã em Shush e Silk e Grécia.
Dando importância à luz é um dos motivos que tem criado bonitas decorações nos monumentos. A luz neste tipo de arquitetura além do aspecto religioso, dá um relevo aos elementos decorativos de maneira que refletem a luz dando um ambiente de cores que prevem dos cristais coloridos.
O água também foi um dos principais suplemento da arquitetura islâmica. Utilizavam-no para a decoração , tranquilidade e regar na arquitetura de casas, palácios, e jardins.
A água tem uma relação próxima com a arquitetura islâmica, já que a água é o único elemento material que é necessário para a reza, já que a purificação que brinda e agrada ao Criador. A presença da água na arquitetura islâmica em Howz (Na arquitetura persa tradicional, um howz é uma piscina de eixo simétrica) além da purificação aos muçulmanos, purifica o ambiente.